Zuenir Ventura e Ancelmo Góis são os convidados da semana no Marília Gabriela Entrevista
Zuenir Ventura e Ancelmo Góis são os convidados da semana no Marília Gabriela Entrevista
Atualizado em 10/05/2005 às 12:05, por
Fonte: Holofote.
O programa Marília Gabriela Entrevista deste domingo (15/05) recebe dois nomes de peso no cenário jornalístico nacional. O primeiro deles é Zuenir Ventura, jornalista e escritor, que está lançando o livro "Minhas Histórias dos Outros", uma verdadeira retrospectiva de episódios que viveu e de personagens que conheceu ao longo de quase cinqüenta anos de jornalismo. O segundo - e de mesma importância cultural - é Ancelmo Góis, jornalista sergipano, que veio de uma família de políticos, foi preso junto com os comunistas depois do AI5 e tornou-se comunista após convivência na prisão.
Na entrevista com Gabi os dois dispensam comentários e falam sobre tudo e todos. Zuenir, por exemplo, foi amigo de Carlos Lacerda, Manoel Bandeira, Nelson Rodrigues e Glauber Rocha. Ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Wladmir Werzog pela cobertura do caso Chico Mendes, chegando a abrigar em sua casa uma testemunha do assassinato. Sobre o cenário da imprensa nacional, disparou opiniões certeiras, como o fato de que "o jornalismo precisa de transparência, crítica. Hoje isso acontece mais naturalmente", e arrematou com uma crítica rascante: "Nós jornalistas não podemos achar que somos o 4º poder, donos da verdade".
Ancelmo, que sempre se viu dividido entre política e jornalismo, carrega desde cedo um espírito revolucionário. Na entrevista com Gabi mostrou certa aversão aos incansáveis avanços tecnológicos na profissão: "Hoje, com a tecnologia, a notícia envelhece muito fácil Temos que conseguir os furos na base da sedução e convencer a fonte a não passar a informação pra mais ninguém". E ainda sobre exclusividade comentou "O furo da coluna social é fundamental para o jornalismo, mas a análise dos fatos também é. Acredito que, por essa razão, o jornal vai sobreviver".
E em clima de bate-papo a entrevista segue animada. Zuenir ficou sabendo que seu livro "Inveja - Mal Secreto" influenciou muito na vida da Gabi e afirmou que não tinha planos de ser jornalista: "Não queria ser jornalista, foi por acaso. Queria ser professor". Ancelmo falou também sobre política e democracia: "A democracia e ótima, faz bem pra tosse, para a cabeça, para tudo", "Muitos políticos hoje são pobres, medíocres, nunca viram um filme". E sobre a banalização do sexo na televisão brasileira, os dois tem opiniões parecidas: para Zuenir "tem programas de tv que são quase ginecológicos", enquanto Ancelmo brinca dizendo que "o Brasil é meio safadinho".
Marília Gabriela Entrevista
GNT - Canal Globosat (NET/ Sky#41)
No ar domingo às 22hs.
Horários Alternativos: nas madrugadas de sábado para domingo às 3h30, terças às 21h30, nas madrugadas de terça para quarta às 4h, quartas às 16hs, quintas às 10hs, sábados às 10h30 e 15h.
Na entrevista com Gabi os dois dispensam comentários e falam sobre tudo e todos. Zuenir, por exemplo, foi amigo de Carlos Lacerda, Manoel Bandeira, Nelson Rodrigues e Glauber Rocha. Ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Wladmir Werzog pela cobertura do caso Chico Mendes, chegando a abrigar em sua casa uma testemunha do assassinato. Sobre o cenário da imprensa nacional, disparou opiniões certeiras, como o fato de que "o jornalismo precisa de transparência, crítica. Hoje isso acontece mais naturalmente", e arrematou com uma crítica rascante: "Nós jornalistas não podemos achar que somos o 4º poder, donos da verdade".
Ancelmo, que sempre se viu dividido entre política e jornalismo, carrega desde cedo um espírito revolucionário. Na entrevista com Gabi mostrou certa aversão aos incansáveis avanços tecnológicos na profissão: "Hoje, com a tecnologia, a notícia envelhece muito fácil Temos que conseguir os furos na base da sedução e convencer a fonte a não passar a informação pra mais ninguém". E ainda sobre exclusividade comentou "O furo da coluna social é fundamental para o jornalismo, mas a análise dos fatos também é. Acredito que, por essa razão, o jornal vai sobreviver".
E em clima de bate-papo a entrevista segue animada. Zuenir ficou sabendo que seu livro "Inveja - Mal Secreto" influenciou muito na vida da Gabi e afirmou que não tinha planos de ser jornalista: "Não queria ser jornalista, foi por acaso. Queria ser professor". Ancelmo falou também sobre política e democracia: "A democracia e ótima, faz bem pra tosse, para a cabeça, para tudo", "Muitos políticos hoje são pobres, medíocres, nunca viram um filme". E sobre a banalização do sexo na televisão brasileira, os dois tem opiniões parecidas: para Zuenir "tem programas de tv que são quase ginecológicos", enquanto Ancelmo brinca dizendo que "o Brasil é meio safadinho".
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No ar domingo às 22hs.
Horários Alternativos: nas madrugadas de sábado para domingo às 3h30, terças às 21h30, nas madrugadas de terça para quarta às 4h, quartas às 16hs, quintas às 10hs, sábados às 10h30 e 15h.






