Zona nuclear na China é identificada em imagens do Google Earth

Zona nuclear na China é identificada em imagens do Google Earth

Atualizado em 15/05/2008 às 17:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Imagens de satélite revelaram uma extensa zona nuclear na China, com aproximadamente 60 plataformas de lançamento de mísseis de alcance médio, capazes de atingir a Rússia ou até mesmo a Índia.

As imagens do Google Earth mostram diferentes tipos de plataformas de lançamento, instalações de controle de comando e equipamento de implantação de mísseis no centro de Delingha, de acordo com Hans Kristensen, um pesquisador da Federação Americana de Cientistas.

"O governo americano ressalta freqüentemente a mobilização chinesa de novos mísseis móveis como uma preocupação, mas mantém os detalhes em segredo, então a descoberta dessa área é uma oportunidade para o público entender melhor como a China opera seus mísseis balísticos móveis", escreveu.

A revelação acontece apenas duas semanas depois da descoberta de uma base chinesa submarina secreta na ilha Hainan, no sul do mar chinês, também com a ajuda de imagens de satélite e publicadas pela Jane`s Intelligence Review.

As últimas imagens foram publicadas junto com a análise de Kristensen no site de Internet da Federação Americana de Cientistas. O pesquisador afirmou que a imagem revela zonas de lançamento de mísseis em uma via de 275 quilômetros, que leva à cidade de Delingha, no norte da província de Qinghai.

Em direção à Delingha há 36 bases de plataformas de mísseis. Outras 22 foram detectadas em uma área a oeste do local. "A partir dessas bases um míssel DF-21 (balísticos, de médio porte) atingiria a região sul da Rússia e o norte da Índia, mas não o Japão, Taiwan ou Guam", escreveu.

Kristensen disse ainda que as imagens parecem mostrar um local de comando desativado e um "bunker" de controle com antenas em cada uma das instalações. No centro de Delingha, imagens mostram o que parece ser um quartel-general de uma base de mísseis com tendas, semelhantes às usadas em plataformas de lançamento, previamente detectadas, de mísseis DF-21.

As informações são da Angola Press

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