Yahoo diz que recebeu ameaça do governo americano para cooperar com espionagem
Companhia foi forçada a compartilhar os dados solicitados pelo governo
Atualizado em 12/09/2014 às 10:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quinta-feira (11/9), o Yahoo informou que recebeu "ameaças" do governo americano para que cooperasse com a administração e divulgasse dados dos usuários ao programa de vigilância Prism, da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).
Crédito:Divulgação Yahoo denunciou NSA por solicitar informações de seus usuários
De acordo com a EFE, esta não é a primeira vez que a empresa passa pela situação. Em 2007, o governo americano fez uma emenda em uma lei para solicitar dados sobre os usuários de serviços online, pedido considerado "inconstitucional" pelo Yahoo, que se negou a entregar os dados e recorreu ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA (FISC).
"Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância do governo dos EUA. Em um dado momento o governo nos ameaçou com uma multa diária de US$ 50 mil se continuássemos a nos recusar a obedecer", disse o Chefe de Assuntos Jurídicos do Yahoo, Ron Bell.
No último caso, entretanto, a , mas desclassificou o arquivo do caso, para que se tornasse público e pudesse provar as pressões que passou a receber. O chefe de assuntos jurídicos garantiu que o FISC desclassificou as 1.500 páginas sobre o caso e que o Yahoo trabalha para que elas sejam disponibilizadas para consulta pública.
O programa Prism, da NSA, foi revelado a partir dos vazamentos do ex-técnico da CIA, Edward Snowden, no ano passado. O serviço obriga as empresas tecnológicas a compartilharem informações sobre usuários com o governo.
Além do Yahoo, Google, Facebook, Apple, AOL e Microsoft também entregaram dados à Agência Nacional de Segurança. "Continuaremos enfrentando pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claros ou exagerados", ponderou Bell.
Crédito:Divulgação Yahoo denunciou NSA por solicitar informações de seus usuários
De acordo com a EFE, esta não é a primeira vez que a empresa passa pela situação. Em 2007, o governo americano fez uma emenda em uma lei para solicitar dados sobre os usuários de serviços online, pedido considerado "inconstitucional" pelo Yahoo, que se negou a entregar os dados e recorreu ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA (FISC).
"Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância do governo dos EUA. Em um dado momento o governo nos ameaçou com uma multa diária de US$ 50 mil se continuássemos a nos recusar a obedecer", disse o Chefe de Assuntos Jurídicos do Yahoo, Ron Bell.
No último caso, entretanto, a , mas desclassificou o arquivo do caso, para que se tornasse público e pudesse provar as pressões que passou a receber. O chefe de assuntos jurídicos garantiu que o FISC desclassificou as 1.500 páginas sobre o caso e que o Yahoo trabalha para que elas sejam disponibilizadas para consulta pública.
O programa Prism, da NSA, foi revelado a partir dos vazamentos do ex-técnico da CIA, Edward Snowden, no ano passado. O serviço obriga as empresas tecnológicas a compartilharem informações sobre usuários com o governo.
Além do Yahoo, Google, Facebook, Apple, AOL e Microsoft também entregaram dados à Agência Nacional de Segurança. "Continuaremos enfrentando pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claros ou exagerados", ponderou Bell.





