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Atualizado em 12/04/2009 às 20:04, por Beto Costa,  colaboração de Jundiaí e  SP.

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A acelerada integração entre diferentes veículos de um mesmo grupo oficializa a importância do jornalista multimídia, mas questões éticas e salariais recaem sobre repórteres com diversas atribuições

Uma transformação radical está em curso nas redações dos grandes conglomerados de mídia do país. A sacada dos grupos que detém diversos veículos é integrar a produção. A questão é matemática: somar todos os profissionais para produzir conteúdo multimídia. Na equação, o repórter pode, por exemplo, cobrir a mesma pauta para o jornal impresso, internet e rádio. O que embala a mudança é a necessidade frenética de atualização e diferenciação dos portais de notícias e o fato de o bom texto já não parecer o bastante. Jornalistas agora são treinados para novas habilidades, como fazer imagens, captar áudio e fotografar - a linguagem multimídia é tratada como um caminho sem volta. "Não adianta se esconder, o mundo está mudando. A bolha do jornalismo estourou. Estamos meio que perplexos indo em frente, a mudança técnica acontecerá", acredita Laurindo Ferreira, diretor-adjunto de redação do Jornal do Commercio pernambucano.

Se por um lado é certo que a exibição em diversas plataformas dá mais visibilidade ao trabalho jornalístico, por outro a exigência de mais produção é vista como um excesso e tem enfrentado enorme resistência dos sindicatos. "Não tem nada de natural nesse processo. Irreversível só a morte. Esta é apenas a lógica patronal de exploração", defende Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.

Leia a matéria completa na edição 244 de IMPRENSA