Willian Corrêa, do "Jornal da Cultura", fala sobre os desafios do telejornalismo

O apresentador com mais de 30 anos de carreira já atuou em diversas emissoras no Brasil e até em Angola.

Atualizado em 13/06/2014 às 19:06, por Redação Portal IMPRENSA.

O "IMPRENSA na TV" desta sexta-feira (13/6) recebeu o jornalista Willian Corrêa, apresentador do "Jornal da Cultura", da TV Cultura. Com 30 anos de carreira e passagens pelos principais veículos de comunicação do Brasil, Corrêa também ocupa o posto de coordenador geral de jornalismo da emissora paulista, e comentou alguns dos desafios de se fazer telejornalismo no Brasil e no exterior.
Crédito:reprodução Jornalista Willian Corrêa, apresentador do "Jornal da Cultura", tem 30 anos de carreira Corrêa falou sobre o forte uso do recurso de integração com a web e com as redes sociais na TV Cultura. "Hoje não dá mais pra trabalhar na televisão sem pensar na convergência de mídias. O telespectador não quer mais apenas receber a notícia, ele quer fazer parte dessa notícia. Ele quer produzir junto com a emissora. Se eu não tenho a oportunidade de tê-lo dentro da redação, ele pode participar do debate em relação àquela informação. [...] E o debate fica mais inteligente, porque a gente sabe exatamente o que o telespectador quer que seja debatido", disse o jornalista.
A forma como a Cultura lida com índices de audiência também foi comentada por Corrêa. "Quando você está diante de um IBOPE, você pode comprometer seu noticiário. Já trabalhei na Record, no SBT, na Band e na Globo. Em veículos privados, você trabalha olhando e pensando na audiência. Na TV Cultura não é esse o debate que a gente estabelece na formatação do jornal. Pensamos no que interessa ao telespectador. É um outro viés porque é uma TV pública. O que está nos surpreendendo agora é que nós estamos ganhando a competição contra as outras televisões, que são preocupadas com IBOPE", afirmou.
O jornalista também lembrou os três anos que atuou na Angola, reestruturando a TV Zimbo. Chegando a um país que havia passado recentemente por sua primeira eleição presidencial, Corrêa chama a atenção para a dificuldade de trabalhar como diretor geral numa emissora pública comandada por uma junta militar. "A relação entre jornalismo e liberdade de imprensa em Angola é um pouco diferente do que no Brasil", disse.
"Mas foi bom, porque eu cheguei em um país onde as pessoas queriam fazer uma televisão melhor, mais próxima da TV brasileira, porque nós somos referência no mundo. Quando eles me convidaram para remontar essa televisão, eu tinha o desafio de fazer uma TV com cara de Brasil, mas com alma de angolano. E eu percebi que eles eram muito parecidos com a gente", lembra Corrêa.
Na conversa com a jornalista Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA, o âncora deixou também suas opiniões sobre a Copa do Mundo, dentro e fora de campo, e o impacto do Mundial nas eleições.
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