WikiLeaks tem lei da mordaça, diz porta-voz do grupo
WikiLeaks tem lei da mordaça, diz porta-voz do grupo
Atualizado em 13/05/2011 às 10:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um dos principais porta-vozes e co-fundador do site WikiLeaks, o alemão Daniel Domscheit-Berg, condenou a nova política do site, a qual implica a assinatura de um pelos colaboradores, que impede a divulgação de informações sobre o WikiLeaks sem autorização prévia, informa a Reuters nesta sexta-feira (13). O valor da multa em caso de quebra de contrato pode chegar a 12 milhões de libras esterlinas, segundo foi divulgado na revista no início da semana.
Para Daniel, esta política de "mordaça" é um desvirtuamento da proposta do site, que ficou famoso por vazar informações confidenciais de Estados e empresas. "WikiLeaks tornou-se aquilo que despreza: uma organização repressiva, usando de contratos restritivos para amordaçar a equipe, cultivando a falta de transparência e irresponsabilidade.", escreveu Berg em email à Reuters.
Ele era um dos associados mais próximos de Julian Assange, fundador do site, mas rompeu sua ligação com ele e depois divulgou um livro revelando detalhes. Ele diz que "sente pena dos novos colaboradores, que não sabem onde estão se metendo", e ainda diz que se arrependeu de ter ajudado na montagem do site.
Procurado pela Reuters para comentar sobre o contrato de "não-revelação", Assange, que está em liberdade condicional após pagamento de fiança, não respondeu. Seu advogado, Mark Stephens, afirma que seu cliente não desenhou nem aprovou o documento, portanto não iria comentá-lo.
Na quinta-feira (12), o também divulgou a insatisfação de um ex-colaborador do site, James Ball. Ele afirma que Assange apresentou o mesmo documento a ele na mansão onde reside atualmente em Norfolk, na Inglaterra. Ball recusou-se a assinar, ao que Assange respondeu gritando e explicando sobre a importância de assinar aquele documento para proteger todos os envolvidos, caso contrário ele não seria mais confiável.
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Para Daniel, esta política de "mordaça" é um desvirtuamento da proposta do site, que ficou famoso por vazar informações confidenciais de Estados e empresas. "WikiLeaks tornou-se aquilo que despreza: uma organização repressiva, usando de contratos restritivos para amordaçar a equipe, cultivando a falta de transparência e irresponsabilidade.", escreveu Berg em email à Reuters.
Ele era um dos associados mais próximos de Julian Assange, fundador do site, mas rompeu sua ligação com ele e depois divulgou um livro revelando detalhes. Ele diz que "sente pena dos novos colaboradores, que não sabem onde estão se metendo", e ainda diz que se arrependeu de ter ajudado na montagem do site.
Procurado pela Reuters para comentar sobre o contrato de "não-revelação", Assange, que está em liberdade condicional após pagamento de fiança, não respondeu. Seu advogado, Mark Stephens, afirma que seu cliente não desenhou nem aprovou o documento, portanto não iria comentá-lo.
Na quinta-feira (12), o também divulgou a insatisfação de um ex-colaborador do site, James Ball. Ele afirma que Assange apresentou o mesmo documento a ele na mansão onde reside atualmente em Norfolk, na Inglaterra. Ball recusou-se a assinar, ao que Assange respondeu gritando e explicando sobre a importância de assinar aquele documento para proteger todos os envolvidos, caso contrário ele não seria mais confiável.
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