WikiLeaks nega que jornalista etíope fugiu do país após revelações de diplomacia

O WikiLeaks contestou informações noticiadas pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas, que afirmou, no dia 14 de setembro, queo jornalista etíope Argaw Ashine teve de sair do país devido a documentos, em que constava seu nome, vazados pela organização, informa o site De acordo com o WikiLeaks, o nome do jornalista foi apenas mencionado em passagem, e que o documento diplomático não revelava o nome da fonte de Ashine.

Atualizado em 16/09/2011 às 12:09, por Redação Portal IMPRENSA.

, que afirmou, no dia 14 de setembro, que o jornalista etíope Argaw Ashine teve de sair do país devido a documentos, em que constava seu nome, vazados pela organização, informa o site
De acordo com o WikiLeaks, o nome do jornalista foi apenas mencionado em passagem, e que o documento diplomático não revelava o nome da fonte de Ashine. Para a organização, fundada pelo australiano Julian Assange, as informações da entidade são "enganosas". Em comunicado oficial, o WikiLeaks negou as acusações do Comitê. "Enquanto é ultrajante para um jornalista sentir a necessidade de sair de seu país por um tempo, também não é bom que o CPJ distorça fatos para motivos de marketing".
O CPJ noticiou que o jornalista foi convocado a prestar depoimento no Escritório de Comunicação do Governo da Etiópia por causa da revelação do despacho diplomático. Segundo relatos de Ashine, ele foi intimidado a revelar a fonte não mencionada no texto, e, caso não a revelasse em 24 horas, enfrentaria conseqüências, configurando uma clara ameaça. O documento em que Ashine é mencionado expunha intenções do governo em silenciar o jornal Addis Neger , que foi extinto.
"Uma citação nestes cabos diplomáticos pode facilmente fornecer, aos governos repressivos, a perfeita oportunidade de perseguir e punir jornalistas e ativistas", disse Ashine à BBC e ao CPJ. "WikiLeaks precisa assumir a responsabilidade por suas ações e fazer o que for possível para reduzir o risco dos jornalistas mencionados".

Em agosto, a organização de Assange foi criticada por ter vazado milhares de documentos sigilosos de diversos países, sem edição dos nomes das fontes e informantes, o que levantou o questionamento internacional da confiabilidade e segurança da plataforma. O CPJ declarou que não disponibilizaria, temporariamente, o site "espelho" do WikiLeaks em sua página, até se comprovar a segurança dele.


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