WikiLeaks divulga informações sigilosas sobre guerra no Afeganistão

WikiLeaks divulga informações sigilosas sobre guerra no Afeganistão

Atualizado em 26/07/2010 às 10:07, por Redação Portal IMPRENSA.

O site teria revelado informações sigilosas sobre as operações militares dos EUA no Afeganistão. O teve acesso a 91 mil documentos, produzidos entre 2004 e 2009, que revelavam número de mortes de civis superior ao anunciado oficialmente pelo governo norte-americano.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo , os dados, intitulados "Afghan War Diary" ("Diário da Guerra Afegã", em tradução livre), vieram a público no último domingo (25), e informavam sobre a existência de um destacamento militar especial para capturar ou matar insurgentes sem direito a julgamento. Os relatórios divulgados pelo site também mostravam que, desde o início do conflito armado em 2001, centenas de mortes de civis não foram relatadas.

Esse é considerado um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história militar dos EUA. As informações têm origem em relatórios de inteligência, registros internos, reuniões com políticos afegãos e paquistaneses e descrições de ataques inimigos.

O conselheiro de Segurança Nacional Jim Jones, declarou em comunicado que condena a divulgação dos textos, e que os dados contidos neles refletem o período em que George W. Bush ainda estava na Presidência dos EUA: "Em dezembro de 2009, o presidente ( Barack ) Obama anunciou uma nova estratégia, com aumento substancial de recursos para o Afeganistão e maior foco nos refúgios da Al Qaeda e do Taleban no Paquistão".

Outro que também criticou o vazamento dos documentos foi o embaixador do Paquistão nos EUA, Husain Haqqani, que classificou o episódio como "irresponsável" e afirmando que seu país está plenamente comprometido na luta contra os insurgentes no Afeganistão. Informações divulgadas pelo site sugeriam que os paquistaneses teriam se envolvido com a Al Qaeda - organização fundamentalista liderada por Osama Bin Laden -, e que representantes do serviço secreto do país recrutavam grupos de militantes para lutarem contra os soldados norte-americanos.

Até o momento, a Casa Branca não negou o teor dos documentos publicados pelo WikiLeaks, mas afirmou que as informações colocam "em risco americanos e aliados e ameaça a segurança nacional".

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