WikiLeaks acusa Google de facilitar acesso de autoridades americanas aos seus e-mails

O conteúdo de e-mail de três dirigentes do WikiLeaks pode ter sido monitorado livremente ao longo de três anos por autoridades norte-americanas.

Atualizado em 26/01/2015 às 17:01, por Redação Portal IMPRENSA.

três dirigentes do WikiLeaks pode ter sido monitorado livremente ao longo de três anos por autoridades norte-americanas. Segundo informações da agência AFP, o acesso sem que ninguém soubesse teria sido facilitado pelo Google.
A defesa da organização especializada no vazamento de informações sigilosas considera o caso como “séria violação da privacidade e dos direitos jornalísticos”. Segundo o WikiLeaks, o pedido ao acesso dos e-mails partiu de um juiz federal.

Crédito:Divulgação Assange diz que gigante de buscas ajudou americanos a acessar e-mails de dirigentes do WikiLeaks
O problema é que como o Google diz ser uma empresa que vela pela confidencialidade de seus clientes, o site considerou que a gigante de tecnologia cooperou mais do que deveria.

Diante dos protestos do WikiLeaks o governo americano admitiu estar investigando a organização, que desde 2010 já vazou mais de 250 mil telegramas da diplomacia americana, além de meio milhão de relatórios militares.

Os três dirigentes que tiveram suas contas monitoradas são Sarah Harrison, Joseph Farrell e Kristinn Hrafnsson. Acredita-se que o repasse das informações de suas contas tenha acontecido em 5 de abril de 2012.