"Washington Post" revela que saúde de Jason Rezaian está em "perigo imediato"

O jornal The Washington Post divulgou que a vida do jornalista Jason Rezaian, condenado no Irã acusado ??de espionagem, está em "perigo imediato.

Atualizado em 03/12/2015 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

divulgou que a vida do jornalista , condenado no Irã acusado ??de espionagem, está em "perigo imediato. O veículo informa que a saúde do correspondente está piorando devido aos maus-tratos" na prisão.
Crédito:Reprodução Saúde do jornalista piorou por maus tratos na prisão iraniana
De acordo com o International Business Times, a prisão de Rezaian completou 500 dias nesta quinta-feira (3/12). Para o editor executivo do jornal, Martin Baron, o correspondente teve "Quinhentos dias roubados de sua vida, 500 dias privadas de sua família, 500 dias em que teve negado qualquer arremedo de justiça".
Apesar de detido há tanto tempo, o jornalista só foi condenado em outubro deste ano, acusado de espionagem. Entretanto, não houve esclarecimentos sobre a forma de condução do julgamento, que ocorreu em sigilo. Na época, nem os familiares de Rezaian foram autorizados a comparecer à audiência por Tribunal Revolucionário de Teerã, que cuida de casos sobre a segurança nacional do país.
Ainda segundo o Washington Post , o irmão do jornalista, Ali Rezaian, apresentará à missão do Irã nas Nações Unidas uma petição com mais de 500.000 assinaturas exigindo a sua "libertação imediata e incondicional".
A publicação também apresentou novas informações sobre Rezaian com o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária (UNWGAD), a fim de exercer pressão sobre o Irã. "Rezaian continua a perder peso; ele sofre de complicações da pressão arterial e outras condições médicas físicas e mentais que permanecem não sendo tratadas ou mal tratadas. Ele foi submetido a novos interrogatórios, abuso psicológico, e maus tratos físicos", diz o último relatório do jornal sobre o caso.
"Ele tem sido privado de interações humanas normais, forçado a usar um capuz quando é escoltado ao redor da prisão por guardas ou interrogadores, sendo acompanhado de perto em todos os momentos", completa o documento.