"Washington Post" e "Boston Globe" valem quase o mesmo que o passe de Messi
Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou aproximadamente R$ 575 milhões para obter o controle do Washington Post, jornal que entrou p
Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou aproximadamente R$ 575 milhões para obter o controle do Washington Post, jornal que entrou para a história da imprensa mundial ao se tornar responsável pela renúncia do presidentes dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 1974.
Segundo o SportTV, a compra do Washington Post acontece na mesma semana em que Sandro Rosell, presidente do Barcelona, anunciou o valor da multa rescisória para um clube tirar Lionel Messi do clube: R$ 732 milhões. No mesmo período, a New York Times Company recebeu cerca de R$ 161 milhões pelo Boston Globe.
Comparando, a multa para tirar Messi do Barcelona é praticamente o mesmo valor pago pelos dois jornais dos Estados Unidos. A questão abriu um debate entre os comentaristas que participaram do “Redação SportTV”.
“Veja que um jornal tradicional de circulação nacional vale menos que um jogador de futebol. Para ver que esse negócio, que é o jornal de papel, que já valeu tanto no passado, hoje vale menos que um jogador de futebol. Os jogadores no passado não valiam muita coisa. Pelé valia muito menos do que hoje vale o Messi. O preço dos jogadores está crescendo e o dos jornais caindo”, analisou o jornalista André Rizek.
“Eu não acredito na extinção do jornal impresso. Acho apenas que tem que se reinventar. Tem que se reinventar sendo muito melhor do que era, o que é um bom caminho. É uma adversidade que se coloca diante de quem faz o jornalismo impresso. É um desafio bom. Tem que ser melhor, tem que conseguir mais material exclusivo, mais material de investigação, o que era, inclusive, o que fazia o Washington Post , um emblema mundial da investigação do jornalismo impresso. Fico contente com isso. Não acho ruim. Acho que vem para melhorar o jornalismo impresso, acho que eles vão sobreviver”, destacou o colunista da Zero Hora , Diogo Olivier.
“Hoje em dia o cara faz o gol e já tem vídeo, já tem análise, repercussão e interpretação. O jornalismo online já está conseguindo fazer isso. Antes dava abordagem mais superficial. Agora já está se aprofundando. O jornal para ser melhor precisa trazer tudo exclusivo no dia seguinte, visões, notícias. Só pode melhorar com isso”, completou Diogo.
Leia também






