Washington Olivetto diz que humor vive "crise de vulgaridade" e prejudica a publicidade
Publicitário participou do Arena do Marketing, evento organizado pela Folha em parceria com a ESPM.
Atualizado em 17/09/2014 às 13:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
O chairman da agência WMcCann, Washington Olivetto, afirmou que o humor brasileiro vive "uma crise de vulgaridade". "É um humor que tenta gargalhar, mas não sabe fazer sorrir", ponderou durante entrevista ao Arena do Marketing, evento organizado pela Folha de S.Paulo em parceria com a ESPM.
Crédito:Divulgação Publicitário critica forma como humor tem sido usado no Brasil
De acordo com o publicitário, um dos mais premiados do país e do mundo, o pensamento politicamente correto "acabou com a alegria da liberdade criativa". "Há de um lado o cara politicamente correto, que é cerceador e bem educadinho. E do outro o incorreto, que é mal educado e pseudo-divertido", explicou.
Para Olivetto, as agências devem buscar o que é politicamente saudável, que respeita a inteligência, porém, com ousadia e bom humor. "Há coisas que não são ofensivas, mas fazem pensar", avaliou. Ele exemplifica que campanhas publicitárias como a da menina de 12 anos que veste seu primeiro sutiã seriam inimagináveis atualmente.
Olivetto também criticou o cenário atual do setor, que acabou prejudicado pelo excesso de possibilidades de formatos. "As formas estão sendo usadas para esconder a falta de conteúdo. As pessoas precisam saber escrever melhor", disse ele.
O chairman falou ainda sobre a rotina de trabalho nas agências. "Há uma cultural de que o profissional não pode ter vida pessoal. Conviver com pessoas de outras áreas e se realimentar com a vida são fundamentais", acrescentou.
Crédito:Divulgação Publicitário critica forma como humor tem sido usado no Brasil
De acordo com o publicitário, um dos mais premiados do país e do mundo, o pensamento politicamente correto "acabou com a alegria da liberdade criativa". "Há de um lado o cara politicamente correto, que é cerceador e bem educadinho. E do outro o incorreto, que é mal educado e pseudo-divertido", explicou.
Para Olivetto, as agências devem buscar o que é politicamente saudável, que respeita a inteligência, porém, com ousadia e bom humor. "Há coisas que não são ofensivas, mas fazem pensar", avaliou. Ele exemplifica que campanhas publicitárias como a da menina de 12 anos que veste seu primeiro sutiã seriam inimagináveis atualmente.
Olivetto também criticou o cenário atual do setor, que acabou prejudicado pelo excesso de possibilidades de formatos. "As formas estão sendo usadas para esconder a falta de conteúdo. As pessoas precisam saber escrever melhor", disse ele.
O chairman falou ainda sobre a rotina de trabalho nas agências. "Há uma cultural de que o profissional não pode ter vida pessoal. Conviver com pessoas de outras áreas e se realimentar com a vida são fundamentais", acrescentou.





