Walter Pinheiro quer mais recursos para desenvolvimento de software livre
Walter Pinheiro quer mais recursos para desenvolvimento de software livre
O deputado Walter Pinheiro, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, defendeu, nesta quinta-feira (11), mais recursos no Orçamento para ampliar o uso de software livre no Brasil.
De acordo com informações da Agência Câmara, a comissão está lutando para aumentar as verbas que serão destinadas à oferta de bolsas de pesquisa pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no próximo ano.
Apesar de o colegiado ter aprovado emenda de R$ 100 milhões para pesquisas apoiadas pelo CNPq, o que abrangeria o desenviolvimento de softwares livres, o relatório setorial do Orçamento de 2009 para Ciência e Tecnologia reservou apenas R$ 2 milhões para a área.
Além do aumento da verba para desenvolvimento dos softwares livres, o deputado defendeu o uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) também na universalização da informática, além da telefonia. "Onde há celular podem chegar dados de internet também", salientou.
Ao afirmar que software livre e internet estão juntos, o presidente da comissão destacou que essa é mais uma razão para universalizar o acesso à rede de computadores, posto que, isso facilitará o download de programas de código aberto para seu próprio uso.
Segundo disseram especialistas presentes no seminário "Software Livre e os Desafios do Legislativo para a Internet e as Tecnologias da Informação", a vantagem do livre acesso está na garantia da evolução do software e da manutenção de sua gratuidade, o que democratizaria o setor. "O usuário não fica na mão de um proprietário de software que desaparece do mercado", destaca o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto César Gadelha.
Para o coordenador do Comitê de Software Livre do governo federal, Marcos Vinícius Mazoni, a evolução constante e a gratuidade do software são garantias de diminuição de custos para o próprio governo. Mazoni lembra que 80% dos gastos com programas referem-se a manutenção.
Foto: Divulgação
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