Wal-Mart deixa de vender publicação após cliente reclamar de conteúdo racista

Wal-Mart deixa de vender publicação após cliente reclamar de conteúdo racista

Atualizado em 11/07/2008 às 13:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Após uma cliente da cadeia de lojas Wal-Mart ter acusado de racismo a revista em quadrinhos Memín Pinguín , uma das mais populares do México, a empresa decidiu parar de vender a publicação.

Memín, o protagonista dos quadrinhos, é um menino negro que vive com a mãe, também negra, em um bairro pobre da Cidade do México. Ele tem lábios muito grossos, olhos e orelhas grandes, e apesar de ir à escola, vende jornais e engraxa sapatos para sobreviver.

Shawnedria McGinty, a cliente que se queixou formalmente aos diretores da Wal-Mart, disse que ao abrir a revista ficou em dúvida se o desenho mostrava um menino ou um macaco. Ela também é negra.

Outro fato polêmico envolvendo a publicação diz respeito ao título que a edição do Wal-Mart oferecia: "Memín para presidente". Para alguns, isso é uma alusão à participação do negro Barak Obama na atual corrida presidencial americana.

A empresa que edita a revista - sucesso no México desde 1940 - nega o conteúdo racista. De acordo com Mundo Manelick de la Parra, presidente da editora Vid, se trata "da história de um negrinho que se destaca e se impõe em uma sociedade discriminatória e sempre ganha. Isto é o que torna Memín tão especial".

As informações são da BBC Brasil

Leia mais