Wal-Mart deixa de vender publicação após cliente reclamar de conteúdo racista
Wal-Mart deixa de vender publicação após cliente reclamar de conteúdo racista
Após uma cliente da cadeia de lojas Wal-Mart ter acusado de racismo a revista em quadrinhos Memín Pinguín , uma das mais populares do México, a empresa decidiu parar de vender a publicação.
Memín, o protagonista dos quadrinhos, é um menino negro que vive com a mãe, também negra, em um bairro pobre da Cidade do México. Ele tem lábios muito grossos, olhos e orelhas grandes, e apesar de ir à escola, vende jornais e engraxa sapatos para sobreviver.
Shawnedria McGinty, a cliente que se queixou formalmente aos diretores da Wal-Mart, disse que ao abrir a revista ficou em dúvida se o desenho mostrava um menino ou um macaco. Ela também é negra.
Outro fato polêmico envolvendo a publicação diz respeito ao título que a edição do Wal-Mart oferecia: "Memín para presidente". Para alguns, isso é uma alusão à participação do negro Barak Obama na atual corrida presidencial americana.
A empresa que edita a revista - sucesso no México desde 1940 - nega o conteúdo racista. De acordo com Mundo Manelick de la Parra, presidente da editora Vid, se trata "da história de um negrinho que se destaca e se impõe em uma sociedade discriminatória e sempre ganha. Isto é o que torna Memín tão especial".
As informações são da BBC Brasil
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