Wagner Carelli e Rodrigo Salem dão aula sobre jornalismo em revista nas Oficinas IMPRENSA
Wagner Carelli e Rodrigo Salem dão aula sobre jornalismo em revista nas Oficinas IMPRENSA
Atualizado em 17/01/2011 às 14:01, por
Paula Franco/Redação Portal IMPRENSA.
Por No último sábado (15), os jornalistas Wagner Carelli e Rodrigo Salem ministraram o curso de "Jornalismo em Revista" das . Os dois profissionais abordaram o processo da pauta, reportagem, edição e fechamento direcionado a interessados e profissionais do mercado de revistas.
Carelli, que atualmente é editor das revistas Top e 29 Horas , declarou que "um jornalista tem de ser capaz de fazer um projeto editorial", e "entender, capturar" a "personalidade" da publicação para a qual trabalha. "Uma revista, para dar certo, tem de sair com uma visão tomada de comum acordo entre o patrão e o empregado. E uma vez feito esse acordo, você tem de ser fiel a ele", disse.
Sobre as pautas para reportagens, o editor afirmou que qualquer assunto pode ser abordado por diferentes veículos, mas tudo depende da maneira como é dito. "Você pode falar de tudo, absolutamente tudo. Mas tem de saber sobre como vai colocar [na revista]". O jornalista declarou, também, que "o texto ainda é a coisa mais importante no jornalismo, na comunicação".
Sobre novas ferramentas de publicação de notícias como o iPad, Carelli foi enfático. "[O] papel não morre, nem em livro nem em revista. Mas você tem um novo instrumento aí, uma nova ferramenta." Para ele, "o jornalismo se inter-relaciona com outras áreas", e precisa ser "maleável" para "aproveitar todos os elementos e recursos".
Durante o curso, a troca de experiências e o bate-papo entre palestrantes e participantes deu o tom da Oficina, e contribuiu para que muitas dúvidas sobre o dia-a-dia de uma revista fossem esclarecidas. Até mesmo dicas de livros, como "Fama e Anonimato", de Gay Talese, e revistas - como a The New Yorker -, foram dadas como maneira de se conhecer exemplos de bons textos jornalísticos.
Salem, editor da versão brasileira da GQ , falou sobre a edição de uma revista - semanal, mensal - e sobre publicidade. "É bom o editor ter muita noção disso [o lado comercial de um veículo]. A revista tradicional está dependendo muito de marketing e publicidade", disse, enfatizando que esse tipo de veículo está em "fase de transformação".
Para ele, as reportagens devem "injetar" no leitor aquilo que ele "quer ler", mas ainda "não sabe que quer ler". Salem, assim como Carelli, ressaltou o fato de que o jornalista precisa entender quem é o seu público para, assim, se adequar a ele. Porém, não descarta a possibilidade de se "testar" o mercado. "A pior coisa que tem é quando a vendagem da revista é [representada por] uma linha reta, porque, no final das contas, você está fazendo sempre a mesma coisa", afirmou. "O legal é ter altos e baixos".
Sobre o texto para revista, Salem disse que o início é fundamental para cativar o leitor e fazer com que ele leia a matéria até o fim. "O principal de um texto é o começo. O 'abre' tem que ser genial", declarou. O jornalista também falou sobre a importância de um editor ter noções de design e informática, para que possa dominar o veículo e, até mesmo, ousar. "A revista é isso: é um terreno fértil em que você pode ousar um pouco mais".
Confira, abaixo, a programação das Oficinas IMPRENSA:
28/01 - SEXTA (4h de duração)
ZONA DE CONFLITO: O JORNALISMO POLICIAL (4h de duração)
HORÁRIO: Das 19h às 23h
29/01 - SÁBADO (8h de duração)
COMUNICAÇÃO INTEGRADA
HORÁRIO: Das 9h às 18h
11/02 - SEXTA (4h de duração)
TEXTOS E TÉCNICAS DE ENTREVISTAS
HORÁRIO: Das 19h às 23h
15/02 - TERÇA (4h de duração)
JORNALISMO ESPORTIVO
HORÁRIO: Das 19h às 23h
18/02 - SEXTA (4h de duração)
JORNALISMO POLÍTICO
HORÁRIO: Das 19h às 23h
16/03 - QUARTA (4h de duração)
JORNALISMO DE CINEMA
HORÁRIO: Das 19h às 23h
18/03 - SEXTA (4h de duração)
JORNALISMO ONLINE
HORÁRIO: Das 19h às 23h
22/03 - TERÇA (4h de duração)
DESIGN GRÁFICO PARA JORNALISTAS
HORÁRIO: Das 19h às 23h
25/03 - SEXTA (4h de duração)
JORNALISMO GASTRONÔMICO
HORÁRIO: Das 19h às 23h
Para informações sobre valores e inscrições, entre em contato no telefone (11) 2117-5300/ 5329 ou pelo e-mail fale@oficinasimprensa.com.br.
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Carelli, que atualmente é editor das revistas Top e 29 Horas , declarou que "um jornalista tem de ser capaz de fazer um projeto editorial", e "entender, capturar" a "personalidade" da publicação para a qual trabalha. "Uma revista, para dar certo, tem de sair com uma visão tomada de comum acordo entre o patrão e o empregado. E uma vez feito esse acordo, você tem de ser fiel a ele", disse.
Sobre as pautas para reportagens, o editor afirmou que qualquer assunto pode ser abordado por diferentes veículos, mas tudo depende da maneira como é dito. "Você pode falar de tudo, absolutamente tudo. Mas tem de saber sobre como vai colocar [na revista]". O jornalista declarou, também, que "o texto ainda é a coisa mais importante no jornalismo, na comunicação".
Sobre novas ferramentas de publicação de notícias como o iPad, Carelli foi enfático. "[O] papel não morre, nem em livro nem em revista. Mas você tem um novo instrumento aí, uma nova ferramenta." Para ele, "o jornalismo se inter-relaciona com outras áreas", e precisa ser "maleável" para "aproveitar todos os elementos e recursos".
Durante o curso, a troca de experiências e o bate-papo entre palestrantes e participantes deu o tom da Oficina, e contribuiu para que muitas dúvidas sobre o dia-a-dia de uma revista fossem esclarecidas. Até mesmo dicas de livros, como "Fama e Anonimato", de Gay Talese, e revistas - como a The New Yorker -, foram dadas como maneira de se conhecer exemplos de bons textos jornalísticos.
Salem, editor da versão brasileira da GQ , falou sobre a edição de uma revista - semanal, mensal - e sobre publicidade. "É bom o editor ter muita noção disso [o lado comercial de um veículo]. A revista tradicional está dependendo muito de marketing e publicidade", disse, enfatizando que esse tipo de veículo está em "fase de transformação".
Para ele, as reportagens devem "injetar" no leitor aquilo que ele "quer ler", mas ainda "não sabe que quer ler". Salem, assim como Carelli, ressaltou o fato de que o jornalista precisa entender quem é o seu público para, assim, se adequar a ele. Porém, não descarta a possibilidade de se "testar" o mercado. "A pior coisa que tem é quando a vendagem da revista é [representada por] uma linha reta, porque, no final das contas, você está fazendo sempre a mesma coisa", afirmou. "O legal é ter altos e baixos".
Sobre o texto para revista, Salem disse que o início é fundamental para cativar o leitor e fazer com que ele leia a matéria até o fim. "O principal de um texto é o começo. O 'abre' tem que ser genial", declarou. O jornalista também falou sobre a importância de um editor ter noções de design e informática, para que possa dominar o veículo e, até mesmo, ousar. "A revista é isso: é um terreno fértil em que você pode ousar um pouco mais".
Confira, abaixo, a programação das Oficinas IMPRENSA:
28/01 - SEXTA (4h de duração)
ZONA DE CONFLITO: O JORNALISMO POLICIAL (4h de duração)
HORÁRIO: Das 19h às 23h
29/01 - SÁBADO (8h de duração)
COMUNICAÇÃO INTEGRADA
HORÁRIO: Das 9h às 18h
11/02 - SEXTA (4h de duração)
TEXTOS E TÉCNICAS DE ENTREVISTAS
HORÁRIO: Das 19h às 23h
15/02 - TERÇA (4h de duração)
JORNALISMO ESPORTIVO
HORÁRIO: Das 19h às 23h
18/02 - SEXTA (4h de duração)
JORNALISMO POLÍTICO
HORÁRIO: Das 19h às 23h
16/03 - QUARTA (4h de duração)
JORNALISMO DE CINEMA
HORÁRIO: Das 19h às 23h
18/03 - SEXTA (4h de duração)
JORNALISMO ONLINE
HORÁRIO: Das 19h às 23h
22/03 - TERÇA (4h de duração)
DESIGN GRÁFICO PARA JORNALISTAS
HORÁRIO: Das 19h às 23h
25/03 - SEXTA (4h de duração)
JORNALISMO GASTRONÔMICO
HORÁRIO: Das 19h às 23h
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