Volta de Trump às redes sociais mira eleições de 2024 e pode aumentar fluxo de desinformação no Brasil

Após pressão da base aliada de Donald Trump, a Meta anunciou nesta quarta-feira (25 jan/23) a liberação do acesso do ex-presidente dos Estados Unidos ao Facebook e ao Instagram.

Atualizado em 26/01/2023 às 10:01, por Redação Portal IMPRENSA.

A notícia foi celebrada por Trump, que pretende disputar as próximas eleições para presidente dos EUA em 2024 e avalia o ambiente digital como fundamental para o engajamento com seu eleitorado.
Trump havia sido banido das plataformas após a invasão do Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021. A revogação do acesso ocorreu após duas postagens do ex-presidente durante o ataque ao Capitólio. Em uma delas, Trump compartilhou um vídeo com alegações de fraude eleitoral na eleição de 2020, que ele perdeu para o democrata Joe Biden. Crédito: Gaelen Morse/REUTERS - Reprodução g1 Antes da suspensão do ex-presidente norte-americano, nenhum outro chefe de Estado em exercício havia perdido acesso às plataformas da Meta por violação das regras de conteúdo.
Mas Trump agora está com o sinal verde para atuar no ambiente digital, que foi fundamental para sua eleição em 2017. Em novembro de 2022, o ex-presidente já havia conseguido acesso ao seu perfil do Twitter, liberado pelo bilionário Elon Musk sob o mantra da defesa da liberdade de expressão - e sob protestos de anunciantes e ativistas do combate à desinformação.
Analistas acreditam que a volta de Trump às redes pode fortalecer a disseminação de fake news e teorias conspiratórias em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil e a América do Sul.
Chefe de assuntos internacionais da Meta, Nick Clegg justificou a volta do ex-presidente afirmando que a empresa adotou "novas barreiras para impedir quebras de regra reincidentes" e que o "público precisa ouvir o que os políticos estão dizendo para tomar decisões". Ele também disse que eventuais conteúdos com violações publicados por Trump serão removidos e que, caso isso ocorra, o perfil do ex-presidente será suspenso por um mês até dois anos.