Vôlei de praia muda regras e formato para atender à demanda das emissoras de TV
Vôlei de praia muda regras e formato para atender à demanda das emissoras de TV
A quantidade de espectadores que assistem às partidas de vôlei de praia pela TV tem interferido na dinâmica dos Jogos Olímpicos. A modalidade se tornou parte de uma indústria, que atrai cada vez mais patrocinadores e incentiva a formação de novos atletas.
Nas últimas Olimpíadas, em Atenas, Grécia, cerca de 3,5 bilhões de espectadores acompanharam as partidas pela TV. Por isso, as emissoras exigem cada vez mais a adaptação dos Jogos às suas grades de programação e ao seu formato.
A australiana Natalie Cook, que ganhou medalha de ouro no volêi de praia em Sydney, explicou que "este é um esporte muito dinâmico e as regras internacionais têm mudado por causa da televisão".
Neste ano, por exemplo, a regra de 1999 que determina que o saque deve ser dado até 12 segundos após a conclusão do último ponto foi reforçada, aumentando a suspeita da interferência das televisões.
"Quanto mais tempo você tem entre os pontos, melhor você se recuperar do último ponto e pode tomar água. Vai ser duro para os jogadores em um lugar tão quente e úmido como aqui", disse a brasileira Renata, parceira de Talita nos Jogos de Pequim.
Nestas Olimpíadas, para que a transmissão do volêi de praia possa ser em horário nobre no Brasil e nos Estados Unidos, onde o esporte é muito popular, as semifinais e as finais serão disputadas pela manhã.
As informações são da Reuters
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