Viúva de Vladimir Herzog doa à Unesp arquivo sobre investigação da morte do jornalista

A viúva do jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar em 1975, decidiu doar o seu arquivo pessoal para o centro de documentaçãoe memória da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Atualizado em 25/03/2015 às 10:03, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Universidade disponibilizará arquivos para pesquisa
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo , Clarice Herzog guardou por 40 anos o material sobre o caso, que agora será destinado à pesquisa.
Vladimir Herzog, 38, então diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo, foi encontrado morto, supostamente enforcado, nas dependências do 2ª Exército, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975.
No dia seguinte à morte, o comando do Departamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), órgão de repressão do exército brasileiro, divulgou nota informando que ele havia cometido suicídio na cela em que estava preso.
A versão foi refutada pelos movimentos sociais de resistência à ditadura militar. Três anos depois, o processo movido pela família do jornalista revelou a verdade e a União foi responsabilizada pelas torturas e pela morte dele.
Apenas em 2013, os familiares de Herzog receberam um novo atestado de óbito que traz como causa da morte "lesões e maus-tratos sofridos durante o interrogatório nas dependências do segundo Exército DOI-Codi". No arquivo anterior, a versão era de "enforcamento por asfixia mecânica".