Víuva de Luiz Carlos Barbon é demitida de rádio e acredita em perseguição

Víuva de Luiz Carlos Barbon é demitida de rádio e acredita em perseguição

Atualizado em 11/12/2008 às 15:12, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

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Kátia Camargo, víuva do jornalista Luiz Carlos Barbon - assassinado na cidade de Porto ferreira (SP) em maio de 2007 - foi demitida da Rádio Primavera, onde trabalhava como auxiliar de escritório há quase 18 anos. Inaugurada em 29 de julho de 1962, dia do aniversário de Porto Ferreira, a emissora transmite sua programação na freqüência 1470 khz AM.

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Kátia Rosa Camargo
Kátia contou ao Portal IMPRENSA que foi demitida no dia 12 de novembro, mas sua homologação foi feita no dia 5 de dezembro, durante o período de estabilidade por afastamento por motivo de saúde.

"Eu tinha acabado de voltar do auxílio-doença e fui informada que não poderia mais trabalhar na emissora", explicou Kátia. Segundo ela, foi oferecida uma opção de emprego em uma empresa de transporte ou em um jornal na cidade de São Carlos, ambos do grupo responsável pela rádio.

A víuva de Barbon afirmou que não aceitou a oferta "porque a demissão não fazia sentido". Ela acredita em perseguição por conta do assassinato de seu marido - que era repórter do Jornal do Porto , e havia investigado vários casos de corrupção e outros crimes que implicavam funcionários do estado, além de desvendar uma rede de prostituição infantil gerida por vereadores e empresários de Porto Ferreira.

No entanto, ela não tem como provar a perseguição que teria ocasionado a demissão - assim como não pôde provar as ameaças denunciadas em um comunicado da Anistia Internacional em 14 de novembro. No texto, a entidade afirma que Kátia estaria sendo seguida e intimidada.

O Portal IMPRENSA entrou em contato com a rádio Primavera mas não conseguiu falar com o responsável.

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