Violência contra imprensa é ameaça à democracia, afirma ANJ
As manifestações do dia 7 de setembro deixaram pelo menos 20 profissionais da imprensa feridos. Na maioria dos casos, repórteres e fotógrafos, apesar de devidamente identificados, foram agredidos ou receberam jatos de spray de pimenta, inclusive por parte de manifestantes.
Atualizado em 11/09/2013 às 13:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em nota, o vice-presidente da Associação Nacional de Jornais, Francisco Mesquita Neto, afirmou que essas agressões são intoleráveis e representam uma ameaça à democracia.
A entidade informou que desde que as manifestações se iniciaram, mais de 70 profissionais de imprensa sofreram ferimentos e foram ameaçados por policiais e grupos violentos.
“Tal situação é intolerável, pois representa uma ameaça – na realidade, a maior ameaça nos dias de hoje – à vigência da democracia no País”, diz o texto. A ANJ pediu também que as autoridades investiguem os casos e tomem as medidas necessárias para punir os abusos de poder por parte das forças policiais e àqueles que têm transformado as manifestações legítimas em atos de vandalismo e violência gratuita.
Nos atos para o sete de setembro que ocorreram em Brasília três fotógrafos foram feridos. Fábio Braga, da Folha de S.Paulo foi atacado por um cão da PM. O repórter André Coelho, de O Globo , foi agredido por bala de borracha. O fotógrafo Ueslei Marcelino, da Agência Reuters, também foi atacado por cães e se feriu ao correr para fugir dos animais.





