Victor Navasky compõe a elite que discute o futuro e o ensino do jornalismo
Em época de valores etéreos e mídia sensacionalista, Victor Navasky mantém fortes princípios jornalísticos, mesmo em meio ao turbilhão de mudanças e incertezas que a profissão carrega nos dias de hoje.
Atualizado em 15/07/2012 às 13:07, por
Colaboração de Pamela Forti e Luana Ferreira.
Há muito para contar, mas pouco do que se certificar. Navasky permanece implacável em sua jornada: aos 80 anos e cinco livros escritos, incluindo o famoso “Naming Names” – que fala sobre a perseguição aos comunistas nos corredores de Hollywood nos tempos do Macartismo –, é professor e diretor da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia e continua firmemente na ativa. Sua lucidez e militância pelo jornalismo de qualidade trouxeram-no ao Brasil para o lançamento de uma edição local da Columbia Journalism Review, revista publicada no país em parceria com a ESPM e que deve ser estendida a outros lugares do mundo. A nova publicação comemora os 60 anos da instituição brasileira e a estreia do curso de jornalismo na grade.
À parte a dificuldade para caminhar, Navasky mantém-se conectado a todas as transformações tecnológicas que o rodeiam, sem deixar escapar nenhum detalhe que se refira à atividade que exerce desde o final da década de 1950, apesar do diploma de direito. Para 2013, já planeja um novo livro sobre charges políticas, em fase de conclusão. Para ele, as publicações que se preocupam em discutir a imprensa e as bases do jornalismo desempenham papel sumário na sociedade. “Quando vocês vão publicar em inglês, para que eu possa ler a revista?”, diz com bom humor, referindo-se à IMPRENSA.
Em 1978, depois da passagem pela revista do The New York Times, assumiu como editor da norte-americana The Nation e, 17 anos mais tarde, seria o publisher da publicação. Em 2005, passou o bastão para Katrina Vanden Heuvel. Hoje, exerce papel consultivo da revista, como “publisher emérito”. Naturalmente de esquerda, a revista foi criada e é mantida por ricos intelectuais que buscavam uma “segunda via”, um espaço na imprensa dos EUA. Nascida em 1865, herdou toda a lista de assinantes da abolicionista The Liberator, com a missão de chamar a atenção do público noticiando os acontecimentos da semana, sem grandes apelos visuais ou chamadas excêntricas.
Leia a entrevista completa na edição de julho (280) de IMPRENSA.

À parte a dificuldade para caminhar, Navasky mantém-se conectado a todas as transformações tecnológicas que o rodeiam, sem deixar escapar nenhum detalhe que se refira à atividade que exerce desde o final da década de 1950, apesar do diploma de direito. Para 2013, já planeja um novo livro sobre charges políticas, em fase de conclusão. Para ele, as publicações que se preocupam em discutir a imprensa e as bases do jornalismo desempenham papel sumário na sociedade. “Quando vocês vão publicar em inglês, para que eu possa ler a revista?”, diz com bom humor, referindo-se à IMPRENSA.
Em 1978, depois da passagem pela revista do The New York Times, assumiu como editor da norte-americana The Nation e, 17 anos mais tarde, seria o publisher da publicação. Em 2005, passou o bastão para Katrina Vanden Heuvel. Hoje, exerce papel consultivo da revista, como “publisher emérito”. Naturalmente de esquerda, a revista foi criada e é mantida por ricos intelectuais que buscavam uma “segunda via”, um espaço na imprensa dos EUA. Nascida em 1865, herdou toda a lista de assinantes da abolicionista The Liberator, com a missão de chamar a atenção do público noticiando os acontecimentos da semana, sem grandes apelos visuais ou chamadas excêntricas.
Leia a entrevista completa na edição de julho (280) de IMPRENSA.






