Victor Meira ilustra ideias desde os seis anos, usando a observação a seu favor
Ainda na infância, Victor Meira, 24 anos, deu trabalho para seus professores e prejuízo pra sua mãe. Não por quebrar coisas, ser mal criado ou cheio de mimos, mas por desenhar demais.
Tamanha intensidade e gosto pelos desenhos levaram sua mãe a colocá-lo em seu primeiro curso de desenho artístico, com seis anos. De lá pra cá não parou mais de estudar. Fez seis ou sete escolas diferentes e, atualmente, estuda Arte Realista, com Mauricio Takiguthi, artista plástico paulistano e pintor realista.
Meira nasceu em Salvador, mas desde os três anos, quando saiu de lá, não morou por mais de dois anos na mesma casa. Passou por Vitória da Conquista, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Toronto, e só com 17 anos veio para São Paulo, fazer faculdade. Mas entre tantas mudanças, não parou de estudar e aprendeu a trabalhar com diversos materiais e técnicas, levando seu estilo a ficar entre "o realista e o abstrato", e escolher suas ferramentas preferidas, o nanquim e a aquarela. Mas algumas coisas parecem não ter mudado ao longo dos anos. "Meu estúdio é em casa e o que mais gosto de desenhar é a figura humana... Personagens. Também gosto muito de desenhar por observação, desenho menos por memória e imaginação".
Não há um dia que Meira não ilustre, seja para trabalhos comerciais ou pessoais. Sempre coloca no papel a "expressão visual de uma ideia". Por exemplo, comercialmente, Meira cobre eventos fazendo caricaturas ou acompanha brainstorms , e desenha as ideias que vão surgindo durante a reunião. Do lado pessoal, seus desenhos misturam-se à outra faceta: sua música. Meira também tem uma banda, a "Bratislava", que mistura da MPB à música cigana. Nela, ele toca baixo, canta, compõe e, claro, faz as ilustrações de composições, pôsters e arte pra lançamentos.
Paralelo a tudo isso, Meira também participa do coletivo Overlei, uma plataforma para troca de ideias e desenvolvimento de processos artísticos. Há um festa bimestral, sempre com um tema novo. No próximo dia 3, por exemplo, haverá uma exposição no Centro Cultural Rio Verde, na Vila Madalena. "Cidades Invisíveis", inspirado no livro de Ítalo Calvino, traz o trabalho de 10 artistas, que desenharam as cidades descritas no livro.
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* Com supervisão de Gustavo Ferrari
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