Vermelho além do cartão
Vermelho além do cartão
Conteúdo extra da entrevista publicada na edição 250
O senador Eduardo Suplicy, para além das disputas partidárias, mantém a simpatia de boa parte da população. É comum escutar as pessoas falando que mesmo não gostando do PT, partido ao qual pertence, votariam eventualmente nele. O segredo de tal empatia vai contra uma série de estereótipos. O mais generoso é sua excessiva calma, colocada contra a parede em situações como a do cartão vermelho.
Entrevistar Suplicy para a revista IMPRENSA 250 (outubro) implicava em dois desafios. O primeiro era desmistificar tais estereótipos. O segundo era tratar de temas além do renda mínima, seu principal projeto e obsessão de vida. Mas o Suplicy real é muito próximo de sua caricatura: fala vagarosa, cheia de divagações e monotemática. É preciso insistir duas ou três vezes na mesma pergunta, formulada de maneiras diferentes, para que ele, enfim, margeie a questão proposta.
A reportagem passou o dia ao lado dele para, assim, conseguir mudar de assunto. Contou, entre outras coisas, que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, não tinha ficado nem um pouco satisfeito com a atitude do cartão vermelho e que, por essa razão, numa solenidade que aconteceu na mesma noite do episódio, ignorou sua mão a espera de um comprimento. Mas Suplicy não se arrepende da atitude. Segundo ele, era uma demanda da população que solicitava, em todo lugar, que tomasse alguma providência contra a inércia que invadia o Senado.
À IMPRENSA, o senador também contou sobre o início de sua carreira política, impulsionada pelos artigos que escrevia para a Folha de S. Paulo, sua atuação como professor da FGV-SP, a crise do Senado, a censura imposta contra o Estadão, suas constantes aparições no Top Five, do CQC e, claro, sobre Renda Mínima.
A seguir, alguns links para rever momentos marcantes (e recentes) do folclórico senador Eduardo Suplicy.






