Veredicto de processo contra jornalistas da Reuters em Mianmar é adiado

Os birmaneses Wa Lone, 32 anos, e Kyaw Soe, 28 são acusados de "violação de segredo de Estado". O resultado do julgamento sairia n

Atualizado em 27/08/2018 às 16:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O veredicto sobre o processo dos dois jornalistas birmaneses da Reuters que são acusados de “violação de segredo de Estado", em Mianmar, estava marcado para esta segunda-feira. No entanto, a Justiça local adiou o pronunciamento para o dia 3 de setembro, alegando problemas de saúde do juiz que cuida do caso.


Crédito:AFP / Ye Aung Thu Wa Lone conversa com os colegas jornalistas logo após ser informado sobre o adiamento do veredicto


Segundo informou a , o magistrado Khin Maung Maung confirmou o adiamento. “O juiz Ye Lwin está doente e hospitalizado desde 24 de agosto. Por isso, o veredicto será anunciado em 3 de setembro", afirmou Maung em audiência.


Os dois jornalistas, Wa Lone, 32 anos, e Kyaw Soe, 28, estão presos desde dezembro de 2017 e podem ser condenados a 14 anos de detenção. Os dois investigavam o massacre de 10 homens e meninos do grupo étnico Rohingyas, na aldeia Inn Dinn, quando foram detidos e acusados pelas autoridades locais de posse de documentos confidenciais sobre operações das forças de segurança no estado de Rakhine.


Ambos negam as acusações e se dizem vítimas de uma armação da polícia, que teria enviado os documentos para eles como forma de criar um pretexto para prendê-los. Um policial confirmou a tese dos repórteres e o processo teve diversos apelos da comunidade internacional pela libertação dos dois birmaneses, mas de nada adiantou até o momento.


"Pouco importa o que decidam a nosso respeito. Não temos medo. A verdade está ao nosso lado e nós não fizemos nada de errado", disse Wa Lone após o anúncio do adiamento.


Apesar de ser comandado por um governo civil, Mianmar segue sob muita influência dos militares. O curioso é que no topo do comando do país está Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Ela a Conselheira de Estado, cargo que foi criado especialmente para ela ocupar. Está acima, inclusive, do presidente Win Myint, seu aliado histórico.


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