Vereadores do sul de MG processam filiada da Globo após divulgação de notícia errada
A EPTV, filiada da Globo em Minas Gerais, virou alvo de 13 ações de vereadores de Guaxupé, no sul do estado, após divulgar uma notícia errada com base em uma nota divulgada pelo Ministério Público de MG, em fevereiro deste ano.
Atualizado em 15/07/2016 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Minas Gerais, virou alvo de 13 ações de vereadores de Guaxupé, no sul do estado, após divulgar uma notícia errada com base em uma nota divulgada pelo Ministério Público de MG, em fevereiro deste ano.
Crédito:Divulgação Emissora é alvo de 13 ações de vereadores por dano moral
Segundo a Folha de S.Paulo , a reportagem informou que um juiz havia acatado um pedido do MP para abrir o processo de cassação do mandato de 12 vereadores. O magistrado, porém, aceitou a denúncia da Promotoria por supostas irregularidades contra os vereadores e encaminhar ofício à Câmara Municipal para comunicar sobre a solicitação das ações.
Depois de perceber o erro, o Ministério Público corrigiu a matéria e divulgou uma errata. Os vereadores, porém, decidiram entrar com processos de indenização por dano moral contra a emissora.
A juíza Maísa del Valle da Silva argumentou que houve "negligência" porque na publicação "não foi feita nenhuma outra checagem de fonte, não foi ouvida qualquer parte interessada, nenhuma dúvida foi levantada e muito menos afastada".
Os advogados do grupo EPTV recorreram das decisões negativas e afirmaram que elas são "uma afronta à liberdade de imprensa" e serão tomadas "todas as medidas jurídicas necessárias para reverter as decisões desfavoráveis".
A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) classificou como "grave" a atitude dos vereadores e lembrou que houve correção da reportagem. "A Abert condena com veemência toda a ação que tente intimidar, até mesmo sob o aspecto financeiro, o livre exercício da atividade jornalística e confia que o Poder Judiciário observará os princípios constitucionais da liberdade de imprensa e expressão".
A Associação Mineira de Rádio e Televisão também divulgou nota de repúdio e ressaltou que as empresas não inventaram ou distorceram notícias, "apenas deram palavra ao Ministério Público, uma instituição de respeito".
Crédito:Divulgação Emissora é alvo de 13 ações de vereadores por dano moral
Segundo a Folha de S.Paulo , a reportagem informou que um juiz havia acatado um pedido do MP para abrir o processo de cassação do mandato de 12 vereadores. O magistrado, porém, aceitou a denúncia da Promotoria por supostas irregularidades contra os vereadores e encaminhar ofício à Câmara Municipal para comunicar sobre a solicitação das ações.
Depois de perceber o erro, o Ministério Público corrigiu a matéria e divulgou uma errata. Os vereadores, porém, decidiram entrar com processos de indenização por dano moral contra a emissora.
A juíza Maísa del Valle da Silva argumentou que houve "negligência" porque na publicação "não foi feita nenhuma outra checagem de fonte, não foi ouvida qualquer parte interessada, nenhuma dúvida foi levantada e muito menos afastada".
Os advogados do grupo EPTV recorreram das decisões negativas e afirmaram que elas são "uma afronta à liberdade de imprensa" e serão tomadas "todas as medidas jurídicas necessárias para reverter as decisões desfavoráveis".
A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) classificou como "grave" a atitude dos vereadores e lembrou que houve correção da reportagem. "A Abert condena com veemência toda a ação que tente intimidar, até mesmo sob o aspecto financeiro, o livre exercício da atividade jornalística e confia que o Poder Judiciário observará os princípios constitucionais da liberdade de imprensa e expressão".
A Associação Mineira de Rádio e Televisão também divulgou nota de repúdio e ressaltou que as empresas não inventaram ou distorceram notícias, "apenas deram palavra ao Ministério Público, uma instituição de respeito".





