Vereador de Antônio Prado (RS) pede exoneração de assessora por ela ser ateísta

A Câmara dos Vereadores de Antônio Prado (RS) tem sido tema de discussão entre religiosos e ateus. Na primeira sessão ordinária, o vereadorAlex Dotti (PMDB) solicitou a exoneração da assessora de imprensa da Casa, Renata Helena Ghiggi, após ela se declarar ateísta.

Atualizado em 12/03/2014 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Antônio Prado (RS) tem sido tema de discussão entre religiosos e ateus. Na primeira sessão ordinária, o vereador Alex Dotti (PMDB) solicitou a exoneração da assessora de imprensa da Casa, Renata Helena Ghiggi, após ela se declarar ateísta.
Crédito:Divulgação Apesar do pedido do vereador, assessora será mantida no cargo
Segundo Zero Hora , o pedido foi negado pela Mesa Diretora. Em seu pronunciamento, o vereador afirmou que "numa cidade onde todos nós fomos eleitos com mais de 98% dos votos, a maioria tem uma religião e acredita em Deus, eu acredito que não pega bem e acho que é muito errado pronunciar-se contra Deus. (...) Eu peço a exoneração da Assessora de Imprensa e a troca urgente, porque a Câmara de Vereadores e a cidade de Antônio Prado é uma cidade de fé".
A polêmica começou quando, no final de 2013, Renata decidiu retirar o crucifixo no plenário da Câmara por entender que o Estado é laico. Além disso, no dia 23 de janeiro, a assessora publicou uma postagem que rendeu discussão acalorada em seu perfil no Facebook. “Coloquei um questionamento porque vi um apresentador dizendo que Deus salvou fulaninho do acidente, aí eu questionei por que Deus não evitou todo o acidente? Eis que o vereador entrou rachando na discussão, baixou o nível, ofendeu meus amigos, minha irmã que é católica, xingou alguns, mostrou os seus preconceitos”, relatou a jornalista.
Em resposta, o vereador alega que mantém seu posicionamento, pois acredita que ela o ofendeu após retirar o símbolo do plenário. A associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) ingressou uma manifestação no Ministério Público por crime de discriminação religiosa. Para o presidente da Câmara, Valdicir Viali (PTB), a discussão pode resultar em uma ação na Comissão de Ética para avaliar as declarações do vereador, mas ressalta que a assessora será mantida no cargo.