Venezuelana comanda GIJN, uma das principais entidades jornalísticas do mundo
Tendo iniciado sua carreira no Hora Universitária, como é chamado o jornal da Universidade Central da Venezuela (UCV), e no extinto jornal de Caracas El Mundo, onde foi pioneira no jornalismo de dados, a jornalista venezuelana Emilia Díaz-Struck foi anunciada em junho como diretora-executiva da Rede Global de Jornalismo Investigativo (GIJN, na sigla em inglês).
Atualizado em 04/09/2023 às 15:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Com sede em Washington, a GIJN é considerada uma das principais organizações de jornalismo do mundo.
Além de ter sido professora de comunicação social na UCV e coordenadora de workshops de jornalismo de dados na Venezuela, Emilia já colaborou de Caracas com o Washington Post e a revista Poder y Negocios. Ela também é confundadora do Armando.info, considerado o principal veículo de jornalismo investigativo da Venezuela. Crédito: Reprodução Facebook Emilia Diaz-Struck foi anunciada como nova diretora-executiva da Rede Global de Jornalistas Investigativos (GIJN) Em entrevista à LatAm Journalism Review, Emilia conta que começou a carreira no final dos anos 2000, justamente quando os indicativos de liberdade de imprensa da Venezuela, então sob o governo Hugo Chávez, começavam a despencar.
“Quando escolhi fazer jornalismo, já estávamos em uma situação de muita iniquidade, muita corrupção, violações de direitos humanos, lavagem de dinheiro, um país muito polarizado."
Organizações
Emilia também tem experiência em organizações representativas, tendo liderado a área de pesquisa do Instituto Prensa y Sociedad de Venezuela (IPYS), que promove a liberdade de expressão, o jornalismo investigativo e o direito a informação.
No IPYS ela conheceu grandes jornalistas latino-americanos, como Ewald Scharfenberg (Venezuela), Monica González (Chile), Ricardo Uceda e Gustavo Gorriti (Peru), Giannina Segnini (Costa Rica), Marina Walker (Argentina), Carlos Eduardo Gardens e Maria Teresa Ronderos (Colômbia), Carlos Fernando Chamorro (Nicarágua), Monica Almeida (Equador) e Mabel Rehnfeldt (Paraguai).
Também no IPYS Emilia conheceu o trabalho de organizações como Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Centro Latino-Americano de Jornalismo Investigativo (CLIP), além de acumular experiência com eventos como a Conferência Latino-Americana de Jornalismo Investigativo, a Conferência Global de Jornalismo Investigativo e o prêmio Gabo.





