Venezuela impõe censura digital à imprensa em meio a protestos
Como parte da reação governamental à onda de protestos populares no país, o governo da Venezuela restringiu os serviços de internet às mídias digitais, rádio e televisão.
A presidente da entidade, Maria Elvira Domínguez, que também dirige o jornal colombiano El País, pediu que os venezuelanos tenham seu direito à informação respeitado e lamentou "os atos de censura e repressão contra jornalistas, plataformas digitais, mídias tradicionais e outras formas de comunicação que, apesar de enfrentar numerosos riscos, mantêm a responsabilidade de seguir informando".
A SIP informa que a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) determinou dos canais corte dos sinais da CNN Internacional e BBC Mundo. CNN em Espanhol e NTN24, da Colômbia, também foram afetados. O órgão governamental, responsável pelo controle das comunicações no país, também suspendeu as transmissões da Radio Caracas Radio (RCR) e confiscou seus equipamentos, alegando o vencimento da concessão. Já o portal argentino Infobae segue censurado no país desde outubro de 2014.
A população venezuelana também teve dificuldades para utilizar redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook, Periscope, Youtube e Google.
De acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Imprensa e Sociedade Venezuela (Ypys Venezuela), foram registrados 19 casos de violações à liberdade de expressão e direitos digitais no país apenas no dia 30 de abril. Nesta data, o autoproclamado presidente da Venezuela Juan Guaidó pediu à população que iniciasse manifestações de protesto contra o atual regime.





