Venda de jornais a grupos ligados ao chavismo ameaça a imprensa venezuelana
Três grandes jornais foram vendidos desde a morte de Hugo Chávez, em março de 2013.
Atualizado em 16/07/2014 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A crise da indústria jornalística na Venezuela, com a iminente falta de papel e a compra de redes de televisão, rádios e jornais por parte de capitais ligados ao chavismo, vem gerando preocupação no país. O El Universal, vendido este mês, é o terceiro grande meio a trocar de gerência desde a morte do presidente Hugo Chávez, em março do ano passado.
Crédito:Reprodução Jornal de oposição vendido para grupo espanhol preocupa imprensa na Venezuela
Segundo O Estado de S. Paulo , o governo de Nicolás Maduro comanda pelo menos 10 estações de televisão e mais de 100 estações de rádio. Segundo os críticos, as mudanças fizeram que a imprensa independente se sentisse mais pressionada a adotar a autocensura.
A Globovisión, emissora que fazia programa político da oposição, e a Cadena Capriles, rede de jornais que publica o Últimas Notícias , um dos diários de maior circulação, também foram vendidos e adotaram um noticiário mais favorável ao governo.
Em uma mensagem em seu no site do jornal, o diretor do El Universal , Elides Rojas, desafiou os novos proprietários a manter o padrão de jornalismo. "Fatos como os ocorridos na Globovisión ou na cadena Capriles não serão aceitos em nenhuma hipótese", escreveu. A publicação foi vendida para a companhia Epalisticia.
"O ecossistema da informação na Venezuela está sujeito a forte pressão política, o que afeta sua diversidade e pluralismo", disse Carlos Correa, diretor executivo da Public Space, organização que trata da liberdade de imprensa.
Crédito:Reprodução Jornal de oposição vendido para grupo espanhol preocupa imprensa na Venezuela
Segundo O Estado de S. Paulo , o governo de Nicolás Maduro comanda pelo menos 10 estações de televisão e mais de 100 estações de rádio. Segundo os críticos, as mudanças fizeram que a imprensa independente se sentisse mais pressionada a adotar a autocensura.
A Globovisión, emissora que fazia programa político da oposição, e a Cadena Capriles, rede de jornais que publica o Últimas Notícias , um dos diários de maior circulação, também foram vendidos e adotaram um noticiário mais favorável ao governo.
Em uma mensagem em seu no site do jornal, o diretor do El Universal , Elides Rojas, desafiou os novos proprietários a manter o padrão de jornalismo. "Fatos como os ocorridos na Globovisión ou na cadena Capriles não serão aceitos em nenhuma hipótese", escreveu. A publicação foi vendida para a companhia Epalisticia.
"O ecossistema da informação na Venezuela está sujeito a forte pressão política, o que afeta sua diversidade e pluralismo", disse Carlos Correa, diretor executivo da Public Space, organização que trata da liberdade de imprensa.





