Veja o que se sabe sobre a agressão a jornalistas durante encontro de líderes da América do Sul

Pelo menos três jornalistas brasileiros que cobriam a reunião de líderes sul-americanos em Brasília relataram que foram agredidos por seguranças na noite de ontem, no Palácio do Itamaraty.

Atualizado em 31/05/2023 às 13:05, por Redação Portal IMPRENSA.


A confusão ocorreu durante entrevista de Nicolás Maduro, considerado ditador da Venezuela pela ONU. Ao ir embora do encontro, ele parou para fazer declarações à imprensa, quando uma grande quantidade de jornalistas se aproximou. As agressões teriam começado quando ele deixou o local. Crédito: Ueslei Marcelino/Reuters Nicolás Maduro dá tapa no visual após agressões a jornalistas: segundo a ONU, ele é ditador da Venezuela A repórter Delis Ortiz, da TV Globo, afirmou ter recebido um soco no peito. Já o repórter Sergio Roxo, de O Globo, disse que foi arrastado e imobilizado. Por fim, Sofia Aguiar, da Agência Estado, reclamou de ter sido empurrada por um segurança.
Entidades

Em nota, a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) afirmou que é "injustificável e inaceitável que em um governo democrático como no Brasil, seguranças agridam a imprensa, a exemplo do que habitualmente acontece na Venezuela". A entidade também pediu às autoridades brasileiras apuração rigorosa do caso e punição aos agressores.
Também em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou as agressões e corroborou o discurso de que, em uma democracia, a violência contra a imprensa é inaceitável. Assim como a ABERT, a entidade disse aguardar apuração rigorosa das autoridades e a responsabilização dos agressores.
No lado do governo brasileiro, o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Imprensa da Presidência da República lamentaram o incidente, afirmando em comunicados distintos que serão tomadas providências para apurar responsabilidades.
Além de Maduro, a reunião de líderes da América do Sul, promovida pelo governo Lula, contou com a presença dos presidentes Alberto Fernández (Argentina), Luís Arce (Bolívia), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia), Guillermo Lasso (Equador), Irfaan Ali (Guiana), Mário Abdo Benítez (Paraguai), Chan Santokhi (Suriname) e Luís Lacalle Pou (Uruguai).