Veículos eliminam espaço de comentários em meio ao aumento de ofensas na internet
Os crescentes comentários ofensivos espalhados na internet têm levado a imprensa a eliminar os espaços de debate. Portais como Vice e The Verge, além de títulos como Chicago Sun Times e The Daily Beast decidiram suspender os comentários em suas publicações.
Atualizado em 11/11/2015 às 13:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
na internet têm levado a a eliminar os espaços de debate. Portais como Vice e The Verge, além de títulos como Chicago Sun Times e The Daily Beast decidiram suspender os comentários em suas publicações.
Crédito:Reprodução Jornais como o "Chicago Sun Times" excluíram espaço para comentários após mensagens de ódio
"As redações realmente estão lutando com isso", declarou à AFP Jennifer Stromer-Galley, professora de estudos da informação na Universidade de Syracuse, em Nova York. "Apesar de a mídia gostar da ideia dos comentários, porque incentiva os leitores a participar, o lado negativo é que isso também afasta as pessoas que não gostam de tanto veneno e violência". Arthur Santana, professor da Universidade de Houston (Texas) e que dirige um estudo sobre o tema, avalia que as redações têm receio em virar um lugar de linchamento público e tentam reagir diante do recrudescimento.
O recurso do Facebook que verifica a identidade dos usuários que comentam em sua rede social e solicita o uso de nomes reais é visto como uma alternativa para o problema. Um estudo da Universidade de Kent, feito em 2013, apontou que ao tornar os usuários responsáveis com sua identidade revelada, a rede social conseguiu que "fosse menos provável que se envolvessem em discussões desrespeitosas".
O diretor de projetos digitais para o Washington Post , Greg Barber, acredita que a "civilidade é um desafio para todos". Ele explicou que os jornais recebem oito milhões de comentários por ano e devem lutar para manter um tom positivo usando seus próprios moderadores.
Crédito:Reprodução Jornais como o "Chicago Sun Times" excluíram espaço para comentários após mensagens de ódio
"As redações realmente estão lutando com isso", declarou à AFP Jennifer Stromer-Galley, professora de estudos da informação na Universidade de Syracuse, em Nova York. "Apesar de a mídia gostar da ideia dos comentários, porque incentiva os leitores a participar, o lado negativo é que isso também afasta as pessoas que não gostam de tanto veneno e violência". Arthur Santana, professor da Universidade de Houston (Texas) e que dirige um estudo sobre o tema, avalia que as redações têm receio em virar um lugar de linchamento público e tentam reagir diante do recrudescimento.
O recurso do Facebook que verifica a identidade dos usuários que comentam em sua rede social e solicita o uso de nomes reais é visto como uma alternativa para o problema. Um estudo da Universidade de Kent, feito em 2013, apontou que ao tornar os usuários responsáveis com sua identidade revelada, a rede social conseguiu que "fosse menos provável que se envolvessem em discussões desrespeitosas".
O diretor de projetos digitais para o Washington Post , Greg Barber, acredita que a "civilidade é um desafio para todos". Ele explicou que os jornais recebem oito milhões de comentários por ano e devem lutar para manter um tom positivo usando seus próprios moderadores.





