Veículos de todo o mundo voltam a repercutir acidente da TAM

Veículos de todo o mundo voltam a repercutir acidente da TAM

Atualizado em 23/07/2007 às 11:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornais de todo o mundo voltaram a dedicar, no último sábado (21), espaço ao acidente com o Airbus da TAM, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O acidente, que aconteceu na noite da última terça-feira (17), já deixou até agora 198 vítimas.

A reportagem publicada no diário americano Los Angeles Times compara o sentimento de raiva dos brasileiros com o acidente ao sentimento dos americanos após a passagem do furacão Katrina, em 2005, que devastou a cidade de Nova Orleans e matou cerca de 1,3 mil pessoas, além de deixar dezenas de milhares de desabrigados.

O texto comenta ainda a frustração dos brasileiros com a reação do governo Lula e cita semelhanças com o modo como os americanos reagiram à resposta do governo Bush ao furacão Katrina. Para o LA Times , a "impressão de alguns brasileiros de que seu governo está mais preocupado com sua imagem do que em resolver o caos da aviação foi reforçada por um incidente na quinta-feira (19), no qual o assessor e ministro sem pasta Marco Aurélio Garcia foi mostrado na televisão aparentemente fazendo um gesto obsceno e triunfante em reação à notícia de que um sistema de frenagem com problema poderia ter contribuído para o acidente".

O americano The New York Times fala sobre a demora de Lula em se manifestar sobre o ocorrido. Depois de "três dias de silêncio após o pior acidente aéreo da história do Brasil", Lula apareceu em pronunciamento público na televisão, na noite da última sexta-feira (20), "para assegurar aos brasileiros preocupados ter ordenado mudanças imediatas no problemático sistema de aviação civil do país".

Na Argentina, o diário Clarín conta que Lula apareceu "abatido" na TV e "admitiu as deficiências do sistema aéreo brasileiro". O jornal também aproveita para comentar a omissão do presidente e questionar o gesto de seu assessor. "Foi a primeira expressão de condolência que saiu do governo nacional, onde ao mutismo guardado por 72 horas pelo chefe de Estado se somou um erro de um assessor, Marco Aurélio Garcia, que antes de se mostrar consternado preferiu celebrar um "triunfo político" governista ao se comprovar que o avião acidentado tinha problemas técnicos", diz a reportagem.

O jornal francês Le Figaro explica que "talvez o comprimento e a cobertura da pista de aterrissagem do aeroporto de Congonhas não sejam suficientes para explicar o acidente de terça-feira" e defende ser impossível um problema mecânico do Airbus-320, de fabricação francesa.O diário observa que o reversor, mecanismo que apresentou falhas, é o mesmo que havia provocado a queda de outro avião da TAM em 1996, um Fokker -100 que caiu nas proximidades de Congonhas logo após decolar em direção ao Rio de Janeiro.