Vazamento obriga SJSP a antecipar anúncio de filiação de jornalistas sem diploma

Vazamento obriga SJSP a antecipar anúncio de filiação de jornalistas sem diploma

Atualizado em 12/02/2010 às 17:02, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

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O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP) viu-se obrigado a antecipar a publicação de uma a respeito da possibilidade de filiação de jornalistas sem diploma, na última quinta-feira (11).

A resolução do SJSP que seria enviada à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) - informando que a representação sindical aceitará membros não-graduados em Jornalismo a partir da comprovação do exercício da profissão - deveria ser apresentada para debate da categoria após o mês de março ou depois da realização dos congressos estadual e nacional, no final do primeiro semestre, segundo informou ao Portal IMPRENSA o presidente da entidade, Guto Camargo.

"A gente queria tomar essa decisão com calma, para ser discutido entre os jornalistas, entre os diretores", explicou Camargo, "mas o vazamento de uma primeira versão do manifesto nos obrigou a antecipar o anúncio de filiação dos sem-diploma". O sindicalista - que também atua como 1º secretário da Fenaj - declarou que a entidade já descobriu de que forma o documento foi divulgado à imprensa, mas não informou como ocorreu.

Seguindo orientações da Fenaj, o SJSP concluiu que, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiu a necessidade de diploma, aceitar a filiação de profissionais sem graduação específica seria uma forma de garantir direitos trabalhistas e combater a potencial divisão da classe. "Parte das pessoas que vão conseguir o registro irão, de fato, atuar como jornalistas e eles não podem ficar desamparados", argumentou Camargo, "se a pessoa estiver em uma empresa jornalística e a gente negar o registro, o sindicato se enfraquece", completou.

Apesar de admitir a provável abertura aos profissionais sem diploma, o manifesto do SJSP sublinha que "precisará estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o "exercício profissional habitual e remunerado" e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego clareza em seus critérios para concessão de registro profissional".

Sobre a possibilidade de abertura à jornalistas sem diploma visando aumento de arrecadação da entidade, Camargo disse que o SJSP não faz ideia de quantas pessoas atuam como jornalistas sem registro.

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