Vazamento de documentos a jornalista ainda preocupa Vaticano

O Vaticano ainda se preocupa com impacto do escândalo do Vatileaks, que vazou documentos confidenciais do papa Bento XVI em 2012. O escândalo foi revelado pelo jornalista italiano, Gianluigi Nuzzi, que em seu livro “Su Santidad” (“Sua Santidade”, em tradução livre), trouxe à tona uma série de papéis e cartas enviadas ao pontífice.

Atualizado em 12/02/2014 às 14:02, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Jornalista não quis revelar fontes que o ajudaram no escândalo do Vatileaks
Segundo a AFP, Nuzzi foi procurado, porém recusou revelar suas fontes. De acordo com o livro, o Vatileaks mostra que havia no Vaticano uma ampla rede de corrupção, nepotismo e favoritismo. O vazamento dos documentos levou à prisão do mordomo pessoal de Bento XVI, Paolo Gabriele.
O ex-secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, fez declarações ao jornal italiano Il Giornale pedindo desculpas por não conseguir impedir o caso. "Eu não tive culpa pelo Vatileaks... Lamento não ter conseguido deter o escândalo”.

Como braço direito de Bento XVI na época, Bertone diz que o relatório secreto preparado por três cardeais e entregue ao Papa Francisco no início de seu pontificado, em março de 2013, “era pouco determinante”. Porém, afirmou que "boa parte das decisões tomadas por Francisco foram orientadas pela leitura do relatório".
A briga por poder foi descrita pelo escritor francês Nicolas Diat, que diz ter entrevistado vários eclesiásticos. De acordo com ele, o mordomo de Bento XVI era apenas "um fantoche" do cardeal italiano Mauro Piacenza, que tinha a ambição de assumir o cargo de Bertone. "Ele se reuniu em várias ocasiões com Gabriele".
Para o jornalista que revelou o escândalo, o mordomo “só queria mostrar que eles estavam se aproveitando do Papa”. A preocupação do Vaticano com o caso foi externada pelo novo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, que diz esperar que esse capítulo tão "doloroso" para a Igreja seja definitivamente encerrado.