Vaticano lança versão chinesa de seu site e teme censura do Governo da China
Vaticano lança versão chinesa de seu site e teme censura do Governo da China
Na intenção de ampliar a difusão da mensagem de Bento XVI na China, o Vaticano lança uma versão em chinês de seu site. A iniciativa tenta driblar a determinação do governo chinês que não permite que os católicos do País reconheçam a autoridade do potífice. A alternativa para os fiéis do País é participar de uma organização católica apoiada pelo Estado.
O site, que será lançado na próxima quinta-feira (17), terá discursos do Papa e outros conteúdos em ideogramas chineses, tanto tradicionais, quanto simplificados.
Fontes da Igreja e alguns diplomatas temem que o site possa ser bloqueado pelas autoridades chinesas, como aconteceu com outras páginas.
"Enquanto o site não postar nada a que o governo objete, tudo bem", disse o padre Bernardo Cerbellera, diretor da Asia News, uma agência de notícias religiosas online especializada em assunto sobre o País.
"Mas assim que começar a falar sobre a nomeação de bispos ou sobre o Tibete ou o Dalai Lama, será bloqueado como o nosso muitas vezes o foi", disse Cervellera.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, estimasse que existam no País entre oito e 12 milhões de católicos e estão divididos entre a Igreja aprovada pelo governo e uma versão leal ao Papa Bento XVI.
A agência lembra, ainda, que a China costuma bloquear sites que divulgam conteúdos considerados "impróprios". O acesso ao site do New York Times e às versões em chinês da BBC, Voz da América e Ming Pao News e Asiaweek, de Hong Kong, também foi bloqueado anteriormente.
Leia mais






