Usuários de redes sociais russas enfrentam repressão do governo

Usuários de redes sociais russas passaram a interagir no universo online em meio ao temor do aumento da repressão imposta pelo governo contra quem publica conteúdos que fogem da narrativa oficial.

Atualizado em 02/06/2016 às 11:06, por Redação Portal IMPRENSA.

a interagir no universo online em meio ao temor do aumento da repressão imposta pelo governo contra quem publica conteúdos que fogem da narrativa oficial.
Crédito:Divulgação Mensagens contra governo Putin são perseguidas nas redes sociais russas
Segundo a Folha de S.Paulo , o grupo Sova, de Moscou, que estuda direitos humanos, nacionalismo e xenofobia, apontou que pelo menos 54 pessoas foram presas no ano passado por discurso de ódio, a maioria delas por compartilhar e postar conteúdos online.
O índice é praticamente cinco vezes mais que cinco anos atrás. Além disso, o número total de condenações por discurso de ódio no país subiu de 92 em 2010 para 233 no ano passado. Grande parte dos posts condenados integra mensagens com críticas ao envolvimento da Rússia na Ucrânia.
Novas acusações também surgiram após uma reportagem na emissora Tverskoi Prospekt. O canal mostrou um blogueiro anônimo que questionava usuários que manifestam apoio às tropas ucranianas e estão "dispostos a apoiar um golpe na Rússia e a pegar em armas e matar pessoas, como fizeram os nazistas".
No mês passado, um tribunal de Astrakhan, litoral do mar Cáspio, condenou um homem a dois anos de prisão por seus posts criticando os ucranianos a combater "as forças de ocupação de Putin". Em 2014, o fundador da página VKontakte, a maior rede social da Rússia, vendeu o site e deixou o país após sofrer pressões dos serviços de segurança para que revelasse dados pessoais dos usuários de um grupo ligado a um movimento de protesto na Ucrânia.