Univision utiliza Whatsapp na cobertura do Furacão Irma

Durante a passagem do Furacão Irma no Caribe e costa leste dos Estados Unidos, nas últimas semanas, a redação digital da Univision em Miami transmitiu em tempo real, por Whatsapp, boletins informativos sobre a situação dos países afetados.

Atualizado em 25/09/2017 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Nathalie Alvarey, gerente de notícias digitais da emissora e outros quatro colegas utilizaram a ferramenta para responder perguntas sobre o fenômeno. Crédito:Divulgação Univison Segundo Shan Wang, da Nieman Lab, durante a passagem do Irma, Alvaray se protegeu em um hotel com sua família. A jornalista monitorava todas as atualizações que os repórteres da Univision colocavam na plataforma, e ao mesmo tempo, alimentava as atualizações para seus grupos pessoais no WhatsApp.
A jornalista passava informações sobre o furacão por meio de pequenas artes em espanhol. Cada arte poderia ser republicada em outros grupos de WhatsApp oficiais, a cada duas horas. "A chave é a informação ser breve, factual e útil, a fim de ordenar a conversa", disse ela.
Vários colegas de Alvaray, também trabalhando remotamente longe da redação, juntaram-se aos esforços de distribuição. Os jornalistas se concentraram na checagem de dados e informações para responder questionamentos do grupo, como quais estradas ainda estariam abertas, onde as pessoas poderiam conseguir gasolina, abrigos em partes específicas do Estado e outras notícias que não viam na transmissão televisiva da Univision.
O grupo criado pela jornalista rapidamente atingiu o limite de 256 membros. A Univision tentou fazer com que o Whatsapp renunciasse ao limite para esse grupo, mas não teve sucesso, então o Alvaray e os colegas tiveram que gerenciar um segundo grupo separado.
"O WhatsApp é a ferramenta mais próxima que as pessoas têm nas mãos. Eles confiam no que recebem de amigos e familiares, compartilham, consomem tudo, e uma vez que todas as redações estão dizendo que temos que estar onde as audiências estão, todos nós pensamos, temos que estar no WhatsApp ", disse Alvaray.
Apesar dos diversos pedidos de inserção, a equipe não conseguiu administrar um terceiro grupo. Alvaray notou que a equipe não daria conta de administrar todas as informações. "Com cinco de nós, cada um poderia lidar com apenas dois grupos, pois você tem que ouvir e cuidar das pessoas. Não pode excluir posts. Tem que definir regras para que as pessoas não compartilhem informações comerciais, informações políticas ou outras comunicações inadequadas", disse Alvaray.
Outros veículos tentaram entregar notícias por WhatsApp em escala, mas o volume de mensagens em vários grupos iniciou um problema logístico na plataforma. O WhatsApp anunciou no início deste mês que pretende lançar um produto para as empresas para ajudar na distribuição de notícias, algumas empresas terão de pagar para usá-lo.
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