Univisión revela suposto documento que permite Snowden transitar pelo Equador

Na última quarta-feira (26/6), o canal de TV norte-americano "Univisión" divulgou um documento que afirma ser o salvo-conduto concedido peloEquador a Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, acusado de vazar programas de vigilância do governo dos EUA.

Atualizado em 27/06/2013 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

canal de TV norte-americano Univisión divulgou um documento que afirma ser o salvo-conduto concedido pelo Equador a Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, acusado de vazar programas de vigilância do governo dos EUA.

Crédito:Divulgação Emissora teve acesso ao suposto salvo-conduto do Equador a Snowden
Segundo a EFE, o texto foi elaborado em Londres, com data de 22 de junho, e conta com a assinatura do cônsul equatoriano na capital britânica, Fidel Narváez Narváez. No documento, o nome de Snowden e seus dados de local e data de nascimento são mencionados, tanto em espanhol como em inglês.

"Este documento foi emitido para permitir a mudança direta de seu titular para o território do Equador com o propósito de asilo político. Se solicita às autoridades correspondentes dos países em trânsito que se dignem a prestar as facilidades do caso, a fim de que o portador do presente documento possa realizar sua viagem com destino ao Equador", diz o relatório divulgado pela emissora em seu site.

De acordo com a emissora, o documento é referente a um pedido de trânsito humanitário e não a concessão de asilo, mas seria o primeiro passo para que o americano possa viajar para Quito e ali solicitar o refúgio.

Galo Galarza, chanceler encarregado do Equador, contudo, negou a emissão de qualquer documento para o ex-técnico da CIA. "Ele (Snowden) não tem um documento emitido pelo Equador como um passaporte ou uma carteira de refugiado como foi divulgado", disse Galarza.

O governo do Equador garantiu que está à espera de uma informação por escrito dos Estados Unidos sobre a situação legal de Snowden. Ricardo Patiño, chanceler equatoriano, atualmente em viagem pela Ásia, disse que os EUA ainda não enviaram nenhuma comunicação escrita sobre a situação do ex-agente da CIA.

"Necessitamos de dois meses para tomar a decisão e oferecer asilo a Julian Assange, por isso não cabe esperar que neste caso (Snowden) sejamos mais rápidos em tomar uma decisão", afirmou Patiño. E acrescentou que o Equador "tem que avaliar todos os riscos, inclusive o fato de que tal decisão pode afetar às relações comerciais com os Estados Unidos e à economia do país".

Por enquanto, Snowden permanece na Rússia e completou hoje seu terceiro dia na zona de trânsito do aeroporto de Moscou.