Universo diverso
Universo diverso
Paulo Lima expandiu suas metas para muito além de sua marca mais famosa e hoje comanda uma variedade de projetos cuja essência é a mesma da Trip: diversidade
Aos 48 anos de idade, Paulo Lima, tem várias facetas. Talvez a mais conhecida seja a de criador e publisher da Trip . Mas poucos sabem que a marca surgiu de um programa de rádio, que vai ao ar há mais de 20 anos. Ou que ele se formou em direito na USP. Ou que uma de suas paixões é o surfe e, outra, a filha Júlia, de três anos. Ou de suas atividades com revistas customizadas, mídia eletrônica e assessoria de imagem.
Portanto, não foi surpresa Lima adiar o primeiro encontro com a revista IMPRENSA quando a equipe já o aguardava na editora Trip, "quartel-general" de suas diversas ações. O empresário remarcou para a semana seguinte, dessa vez num café do Shopping Cidade Jardim, onde emendaria uma reunião sobre outro projeto. Assim, de compromisso em compromisso, de reunião em reunião, Lima vai organizando sua agenda, na qual lazer e família têm espaço especial. "O tempo é meu bem mais precioso e controlo ele muito, não o dou todo para a Trip ou para meus clientes", garante.
Por clientes, entende-se grandes empresas como Gol, Natura e Ambev, que também vivem no encalço de Paulo Lima. Tamanha demanda tem origem na revista que ganhou fama com atitudes arrojadas, como o veto à publicidade de cigarro muito antes de virar lei e os ensaios sensuais com as próprias funcionárias. O publisher destaca que liberdade criativa sempre foi premissa de seus projetos, citando, por exemplo, o fato de a TPM - versão feminina da Trip - também ter sido incentivada a reproduzir a idéia da sessão fotográfica proletária. "O problema é que os homens nunca toparam." Lima também contou um pouco de sua trajetória e falou do seu entusiasmo com os meios digitais: acredita numa ampla e irrestrita difusão de conteúdo por meio das interfaces digitais.
Sua estratégia é, basicamente, ver o mundo a partir das marcas com as quais trabalha e, assim, atrair um público antenado com esse olhar. Numa época com fortes ventos de mudança, Paulo Lima cita Barack Obama como um ícone histórico fruto da diversidade e faz uma analogia arriscada com a Trip , uma revista de difícil classificação e, por isso, destoante das concorrentes. Tal comparação lança, implicitamente, um delicado desafio de equilíbrio para o futuro: como valorizar as diferenças sem afastar os semelhantes.
Leia entrevista completa na edição 243 de IMPRENSA






