Universidades criticam abordagem da mídia na cobertura do resgate de mineiros no Chile

Universidades criticam abordagem da mídia na cobertura do resgate de mineiros no Chile

Atualizado em 18/10/2010 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A cobertura do resgate dos 33 mineiros no Chile, realizada por vários veículos de mídia locais e estrangeiros, gerou críticas em artigos e sites de universidades, que questionavam a relevância e o exagero na abordagem do assunto.

Reprodução
Jon Williams, da BBC
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , o professor da Universidade de Nova York, Jay Rosen, declarou: "É uma boa história, mas 1,3 mil jornalistas corresponde à realidade?" Até mesmo jornais, como o The Guardian e o The New York Times , relataram os excessos cometidos pelos meios de comunicação, e deram como exemplo a rede britânica estatal BBC, que extrapolou seu orçamento ao realizar a cobertura do resgate.

O editor internacional da emissora, Jon Williams, informou que o envio de 26 profissionais à cidade chilena de Copiapó - onde houve o acidente - excedeu o custo de cem mil libras e trouxe "consequências para outros eventos nos próximos meses".

O professor da Universidade Lehigh, Jeremy Littau, também comentou em seu blog o exagero da mídia ao acompanhar, minuto a minuto, as operações na mina San José. Littau disse que a imprensa se preocupa "apenas com a audiência". "Mil e trezentos jornalistas! Imagina o que poderíamos fazer com isso? Por que cada canal de TV precisa ter sua própria câmera e seu próprio repórter na era do satélite? O que vejo é uma indústria desperdiçando recursos financeiros e humanos", escreveu.

No Brasil, três canais pagos de notícias - GloboNews, BandNews e Record News -transmitiram o resgate ininterruptamente. Além disso, entre as emissoras abertas, a Band conseguiu aumentar sua audiência em 5 pontos nos horários entre 23h29 às 23h55 e de 0h05 às 0h18, entre terça (12) e quarta (13), momento em que as primeiras imagens do resgate começaram a ser veiculadas.

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