União Europeia acusa Google de práticas anticompetitivas e abre investigação

Bloco econômico argumenta que a empresa distorce resultados de buscas em favor de seu serviço Google Shopping

Atualizado em 16/04/2015 às 11:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (15/4), a União Europeia acusou formalmente o Google de burlar a concorrência ao distorcer resultados de buscas na internet em favor de seu serviço Google Shopping.
De acordo com a Reuters, o bloco econômico abriu uma investigação sobre o sistema operacional Android. A comissária da Competição, Margrethe Vestager, confirmou a apuração sobre as irregularidades.
Crédito:Divulgação Companhia é acusada de dar vantagem a seus próprios serviços
"Estou preocupada com o fato de a companhia ter dado vantagem injusta a seus próprios serviços de compras, em uma infração às regras antitruste da UE", disse. "Se a investigação confirmar nossas preocupações, o Google terá de enfrentar consequências legais e mudar a forma como faz negócios na Europa", acrescentou.
A Comissão controla questões anticompetitivas no grupo de 28 países europeus e pode multar as empresas em até 10% de suas vendas anuais. A pena representaria mais de 6 bilhões de dólares para o Google.
Caso conclua que a companhia abusa de sua posição no mercado, o regulador da UE também pode demandar mudanças em suas práticas de negócios, como fez com a Microsoft em 2004 e com a Intel em 2009.
O Google ainda não se posicionou oficialmente. Um comunicado interno aos funcionários publicado pelo Re/code classifica a decisão como "muito decepcionante" e afirma: "temos um caso muito forte, com bons argumentos no que se refere a serviços melhores para os usuários e aumento da competição."
Inicialmente, a empresa tem o prazo de dez semanas para responder às acusações e pode exigir uma audiência. Se não aceitar um acordo, a decisão final sobre o caso deverá levar meses ou anos.