Unesco aponta que mais de 90% dos crimes contra jornalistas ficam impunes

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) alertou que mais de 90% dos assassinatos de jornalistas em todo o mundo ficam impunes.

Atualizado em 09/10/2015 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Agência Brasil 90% dos crimes contra a imprensa ficam impunes, relata Unesco
"A impunidade é a última etapa de uma rede (de atos contra a liberdade de expressão e informação), mas é importante porque alimenta o círculo perverso da violência", disse em coletiva de imprensa Guilherme Canela, assessor de comunicação e informação da Unesco.
De acordo com a AFP, a Unesco, a Corte IDH e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos organizam a conferência "Fim da impunidade em crimes contra jornalistas". O encontro que começa nesta sexta (9/10) e estende-se até o próximo sábado (10/10), conta com a participação de 60 especialistas internacionais.
A diretora da Unesco para a América Central, Pilar Alvarez. destacou que a iniciativa visa estimular a criação de uma "política pública eficiente" para mudar a situação atual na qual somente oito em cada cem assassinatos de comunicadores são esclarecidos.
As entidades acreditam que as políticas devem ser definidas com base em três pilares fundamentais: prevenção, proteção aos profissionais ameaçados e a busca por uma justiça eficiente. O encontro também servirá para o informe sobre o tema que a Unesco publicará em 2 de novembro, Dia Internacional pelo fim da impunidade nos crimes contra jornalistas.
Segundo a Unesco, ocorreram 754 assassinatos de comunicadores desde 2006. Ming Kuok Lim, do escritório central, em Paris, informou que na América Latina foram reportados 19 casos no último ano, nos quais se comprovou a existência de um elo entre o crime e o trabalho de jornalista, apesar e o número de mortes não esclarecidas seja maior.