UNE promove Caravana de Inclusão Digital
UNE promove Caravana de Inclusão Digital
Atualizado em 02/03/2006 às 08:03, por
Fonte: União Nacional dos Estudantes.
A velocidade e a oferta de informação nos dias de hoje é cada dia maior. Isso faz dos processos de inclusão de digital ponto primordial para a formação dos cidadãos, especialmente dos estudantes. Por isso, a Uniçao Nacional dos Estudantes (UNE) criou uma diretoria, com um grupo de trabalho permanente, que tem se dedicado a conhecer, aprofundar e debater o tema, a fim de colocar a inclusão digital e a adoção do software livre como pautas centrais do movimento estudantil nas universidades.
A diretoria de Inclusão Digital da UNE vem trabalhando para estimular o interesse no desenvolvimento e na aplicação de software livre de código aberto nas universidades, para o compartilhamento de experiências e conhecimento, de modo a estimular o seu uso crescente, aprimorando a tecnologia e a difusão da filosofia do compartilhamento e da criação colaborativa.
Para fortalecer esse trabalho, a UNE irá promover uma Caravana da Inclusão Digital, que percorrerá universidades do Brasil a partir do mês abril. O lançamento acontecerá durante o CONEB da UNE, realizado em São Paulo, nos dias de abril. De lá, a Caravana segue para o Fórum Internacional de Software Livre 7.0 (FISL), o mais importante evento de Software Livre da América Latina, e um dos 5 do mundo, que conta com grande participação da comunidade internacional. O Fórum será realizado no Centro de Exposições da FIERGS, em Porto Alegre-RS, entre 19 e 22 de abril (Clique aqui para mais informações).
A diretoria de Inclusão Digital da UNE promoverá, durante o FISL, no dia 20/04, às 15h, uma mesa redonda sobre a Caravana da Inclusão Digital, colhendo sugestões e debatendo sobre o software livre na educação. O objetivo dessa mesa é debater sobre como os estudantes e os professores podem fazer um uso produtivo das ferramentas e dos benefícios do software livre e também sobre como difundir seu uso em todas as áreas. Do Rio Grande do Sul, a Caravana partirá rumo ao Sudeste do Brasil, levando este debate às mais importantes universidades de cada região.
Segundo o diretor de Inclusão Digital, Leandro Chemalle - estudante da UFSCar, dentro do ônibus da Caravana acontecerão debates sobre os aspectos filosóficos e técnicos do Software Livre e a importância de sua adoção. Nas universidades, serão realizadas palestras especiais para todos os interessados, desde técnicos em computação, estudantes, professores, reitores, até equipe administrativa.
Incentivo ao software livre
Segundo Chemalle, a contribuição que a Caravana dará para o debate sobre Inclusão Digital será essencialmente através do incentivo ao aprendizado do software livre dentro da universidade. "Não se pode pensar em Inclusão Digital sem ser com software livre. Todos os tele-centros que vêm sendo criados no país são com software livre e esses projetos não contam com a ajuda de estudantes universitários em massa, pura e simplesmente, porque os estudantes universitários não conhecem ou têm resistência a aprender a utilizar o software livre. A Caravana vem aí para tentar reverter essa realidade", afirma o dirigente estudantil.
Segundo ele, a UNE quer mostrar, com esta iniciativa, que o estudante tem direito a escolher o tipo de software que ele quer utilizar. "Hoje, as universidades que se dizem éticas incentivam, de certa forma, a pirataria de "baixo do tapete", afinal os laboratórios de informática podem ter softwares licenciados, mas se o estudante quiser se especializar ou estudar em casa, vai ter que utilizar uma cópia pirata. Pois há programas que custam mais de R$ 1.500 a cópia, como o Photoshop (programa de design gráfico e artes visuais), ou o AutoCAD (utilizado por estudantes de arquitetura e engenharia), que custa mais de R$ 20.000. Isso tem que acabar. A universidade tem a obrigação de mostrar para o estudante que existem alternativas para todo o tipo de software e que essas alternativas são livres. Dizemos que o estudante não precisa ser pirata, basta ser livre", diz Chemalle.
Ainda segundo o estudante, a UNE pretende colocar esse ponto como uma reivindicação de todo o movimento estudantil. "Todo centro acadêmico, representante de turma ou DCE deve pressionar as universidades para que elas se adaptem a essa nova realidade. É um trabalho difícil, e a Caravana é apenas um primeiro passo", conclui.
A diretoria de Inclusão Digital da UNE vem trabalhando para estimular o interesse no desenvolvimento e na aplicação de software livre de código aberto nas universidades, para o compartilhamento de experiências e conhecimento, de modo a estimular o seu uso crescente, aprimorando a tecnologia e a difusão da filosofia do compartilhamento e da criação colaborativa.
Para fortalecer esse trabalho, a UNE irá promover uma Caravana da Inclusão Digital, que percorrerá universidades do Brasil a partir do mês abril. O lançamento acontecerá durante o CONEB da UNE, realizado em São Paulo, nos dias de abril. De lá, a Caravana segue para o Fórum Internacional de Software Livre 7.0 (FISL), o mais importante evento de Software Livre da América Latina, e um dos 5 do mundo, que conta com grande participação da comunidade internacional. O Fórum será realizado no Centro de Exposições da FIERGS, em Porto Alegre-RS, entre 19 e 22 de abril (Clique aqui para mais informações).
A diretoria de Inclusão Digital da UNE promoverá, durante o FISL, no dia 20/04, às 15h, uma mesa redonda sobre a Caravana da Inclusão Digital, colhendo sugestões e debatendo sobre o software livre na educação. O objetivo dessa mesa é debater sobre como os estudantes e os professores podem fazer um uso produtivo das ferramentas e dos benefícios do software livre e também sobre como difundir seu uso em todas as áreas. Do Rio Grande do Sul, a Caravana partirá rumo ao Sudeste do Brasil, levando este debate às mais importantes universidades de cada região.
Segundo o diretor de Inclusão Digital, Leandro Chemalle - estudante da UFSCar, dentro do ônibus da Caravana acontecerão debates sobre os aspectos filosóficos e técnicos do Software Livre e a importância de sua adoção. Nas universidades, serão realizadas palestras especiais para todos os interessados, desde técnicos em computação, estudantes, professores, reitores, até equipe administrativa.
Incentivo ao software livre
Segundo Chemalle, a contribuição que a Caravana dará para o debate sobre Inclusão Digital será essencialmente através do incentivo ao aprendizado do software livre dentro da universidade. "Não se pode pensar em Inclusão Digital sem ser com software livre. Todos os tele-centros que vêm sendo criados no país são com software livre e esses projetos não contam com a ajuda de estudantes universitários em massa, pura e simplesmente, porque os estudantes universitários não conhecem ou têm resistência a aprender a utilizar o software livre. A Caravana vem aí para tentar reverter essa realidade", afirma o dirigente estudantil.
Segundo ele, a UNE quer mostrar, com esta iniciativa, que o estudante tem direito a escolher o tipo de software que ele quer utilizar. "Hoje, as universidades que se dizem éticas incentivam, de certa forma, a pirataria de "baixo do tapete", afinal os laboratórios de informática podem ter softwares licenciados, mas se o estudante quiser se especializar ou estudar em casa, vai ter que utilizar uma cópia pirata. Pois há programas que custam mais de R$ 1.500 a cópia, como o Photoshop (programa de design gráfico e artes visuais), ou o AutoCAD (utilizado por estudantes de arquitetura e engenharia), que custa mais de R$ 20.000. Isso tem que acabar. A universidade tem a obrigação de mostrar para o estudante que existem alternativas para todo o tipo de software e que essas alternativas são livres. Dizemos que o estudante não precisa ser pirata, basta ser livre", diz Chemalle.
Ainda segundo o estudante, a UNE pretende colocar esse ponto como uma reivindicação de todo o movimento estudantil. "Todo centro acadêmico, representante de turma ou DCE deve pressionar as universidades para que elas se adaptem a essa nova realidade. É um trabalho difícil, e a Caravana é apenas um primeiro passo", conclui.






