Uma promessa, por ora, adiada

Uma promessa, por ora, adiada

Atualizado em 08/05/2008 às 20:05, por Marlon Maciel.

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Embora os testes já estejam em fase de finalização, a digitalização do rádio no país esbarra na burocracia, nas inúmeras etapas de aprovação e na dificuldade de financiamento pelas emissoras menores. Saiba como o mercado se prepara para as perspectivas do rádio digital.

Em abril de 1985, diante da morte de Tancredo Neves, a Rádio Globo mobilizou todos os seus 12 repórteres para dar aos ouvintes as informações sobre o cortejo, que levaria o corpo, do Instituto do Coração, em São Paulo, ao Aeroporto de Congonhas, de onde seguiria até Brasília, antes de ser sepultado em Minas Gerais. Operação realizada com sucesso, diga-se, graças às linhas telefônicas - e a boa forma física da equipe - utilizadas ao longo do trajeto por onde o cortejo seguiria. "A cada poste tínhamos um repórter posicionado. Quando o cortejo passava, o último deles tinha que correr até outro poste, lá na frente, para esperá-lo passar novamente. As dificuldades técnicas eram imensas", relembra Heródoto Barbeiro, que na época chefiava o jornalismo da emissora.

Nas últimas décadas foi assim: transmitir direto da rua só com o auxílio de uma linha telefônica permanente, a LP - o que não garantia boa qualidade sonora. E, se um repórter chegasse a um lugar onde não houvesse uma dessas LPs, a saída era sacrificar o primeiro telefone encontrado. "Tirava-se o bocal do aparelho e engatava uma pequena maleta contendo amplificador e microfone para poder transmitir", conta Barbeiro, que começou na Jovem Pan AM, em 1975. Época em que transmissão perfeita, diz ele, era aquela sem ruídos e interferências, e que o sinal não caía. Hoje, além da sua equipe, o âncora da CBN divide o estúdio com duas câmeras de vídeo que geram imagem em tempo real para o site da emissora na internet. Uma amostra de que o panorama do rádio é outro.

Veja matéria completa na edição 234 de IMPRENSA