"Um profissional da Band nunca teve o visto negado", diz Pannunzio após veto de Cuba
Na última semana de janeiro, a presidente Dilma Rousseff fará uma viagem a Cuba. Entre os jornalistas que buscam acompanhar a visita está o&
Atualizado em 16/01/2014 às 15:01, por
Jéssica Oliveira.
Na última semana de janeiro, a presidente Dilma Rousseff fará uma viagem a Cuba. Entre os jornalistas que buscam acompanhar a visita está o repórter da Band, Fábio Pannunzio, que teve o visto negado pelo governo cubano. "É muito ruim para a atividade jornalística trabalhar numa situação assim. Cuba é uma ditadura, inimiga da liberdade de imprensa e do bom jornalismo. O profissional fica refém do humor de quem autoriza ou não", disse à IMPRENSA.
Crédito:Alf Ribeiro Jornalista iria cobrir visita da presidente Dilma Rousseff à Cuba
Além da viagem da presidente, ele e o cinegrafista — que recebeu visto — fariam mais duas reportagens na ilha governada por um dos irmãos Castro. Por coincidência, o mesmo cinegrafista foi a Cuba com Pannunzio em 2012. Na ocasião, a equipe gravou uma série de reportagens para o "Jornal da Band". Segundo o repórter, essas matérias foram determinantes para o veto. Mesmo assim, ele não imaginou que seria impedido de voltar.
"A Band cobriu todas as viagens presidenciais desde o governo FHC [Fernando Henrique Cardoso]. Um profissional da emissora nunca teve o visto negado. Até em situações de calamidade, como nos terremotos do Haiti e do Peru, países que mal tinham como funcionar internamente, ou no golpe militar em Honduras, que derrubou o Zelaya, em que o Brasil estava numa posição delicada, conseguimos entrar e permanecer. Deu mais trabalho, mas não houve recusa", compara.
A Band pretende enviar outro repórter no lugar de Pannunzio. No momento, a emissora aguarda a decisão do pedido de visto ao novo profissional.
Na última terça-feira (14/01), Pannunzio publicou um texto em seu blog sobre o assunto. O texto pode ser lido .
Crédito:Alf Ribeiro Jornalista iria cobrir visita da presidente Dilma Rousseff à Cuba
Além da viagem da presidente, ele e o cinegrafista — que recebeu visto — fariam mais duas reportagens na ilha governada por um dos irmãos Castro. Por coincidência, o mesmo cinegrafista foi a Cuba com Pannunzio em 2012. Na ocasião, a equipe gravou uma série de reportagens para o "Jornal da Band". Segundo o repórter, essas matérias foram determinantes para o veto. Mesmo assim, ele não imaginou que seria impedido de voltar.
"A Band cobriu todas as viagens presidenciais desde o governo FHC [Fernando Henrique Cardoso]. Um profissional da emissora nunca teve o visto negado. Até em situações de calamidade, como nos terremotos do Haiti e do Peru, países que mal tinham como funcionar internamente, ou no golpe militar em Honduras, que derrubou o Zelaya, em que o Brasil estava numa posição delicada, conseguimos entrar e permanecer. Deu mais trabalho, mas não houve recusa", compara.
A Band pretende enviar outro repórter no lugar de Pannunzio. No momento, a emissora aguarda a decisão do pedido de visto ao novo profissional.
Na última terça-feira (14/01), Pannunzio publicou um texto em seu blog sobre o assunto. O texto pode ser lido .





