Um pontinho para o fim do Brasileirão

Um pontinho para o fim do Brasileirão

Atualizado em 25/11/2008 às 13:11, por Alberto Chammas.

Falta um pontinho, ou nenhum se o vaca atolada do Grêmio perder seus dois últimos confrontos. Méritos do professor Muricy Ramalho. Chato, competente, trabalhador e humilde. Sem dúvida o treinador do São Paulo entra para a história, independentemente do resultado da competição, como um verdadeiro campeão.

Humilde, trabalhador e conhecedor do mundo do futebol como ninguém. Estuda seu elenco, os adversários e tática de jogo. Palavras de Rogério Ceni após o jogo contra o coitadinho do Vasco da Gama: "O professor nos chamou nas escadarias do vestiário na volta para o segundo tempo, no jogo contra o Vitória e nos mostrou a jogada deles na marcação em linha. É tocar a bola e quebrá-los". Não deu outra, gol do Tricolor.

Méritos do seu treinador, um grande treinador. Pode até não ganhar, mas leia abaixo o texto que escrevi para o Portal IMPRENSA em 09/11/2007. Cabe como nunca para hoje. Se os fracotes adversários permitirem, acredito que em 2009 usarei o texto novamente. Para sorte da torcida que lota o estádio na hora da decisão. A diferença do Corinthians para o São Paulo é essa. Um é uma torcida que tem um time e o outro um time que procura sempre fazer com que sua torcida, que até cresce, mas aparece somente nos últimos três jogos, como afirmam seus próprios torcedores. Uma pena para o evento esportivo.

Aprovada a fórmula dos pontos corridos, mas a torcida quase hexa, tem que saber que na forma atual todos os jogos são decisões. E o Ministério da saúde adverte: prestigiar os jogos do São Paulo faz bem a saúde.
Parabéns comunidade São Paulina


Tricolor
O Campeonato Brasileiro acabou. Pelo menos pela a briga pelo título de CAMPEÃO.
Todo mundo já sabe, deu tricolor. Pentacampeão e bicampeão consecutivo. Mas, fica uma pergunta no ar.

Sabemos que pouquíssimas equipes conquistaram o bicampeonato brasileiro - de forma consecutiva. O Palmeiras da década de 70 do século passado. Inesquecível!
Leão, Luís Pereira, Dudu, Ademir da Guia, Leivinha e Cezar Maluco. Outro time fantástico foi o Internacional do eterno injustiçado na seleção brasileira, Rubens Minelli. Time que jogava com magia, técnica e garra. Manga, Falcão, Marinho, etc.

Não dá para se esquecer do Mengão - campeão mundial - com Raul, Zico, Adílio, Andrade, Nunes, Leandro, Junior, entre outros craques. O novamente Verdão de Luxemburgo, com Edmundo, Evair, César Sampaio, Zinho, Roberto Carlos, quer mais?
O Timão da Hicks, com Dida, Rincon, Edílson, Vampeta, Marcelinho Carioca, Luisão, Kleber e Ricardinho, entre outros.

São equipes memoráveis, talentos inquestionáveis que estão presentes na memória de qualquer amante do futebol. Lembrar de um bicampeonato é lembrar desses nomes. Mas, o que o futebol mudou, dizem, nivelou. Agora, com toda a justiça, o São Paulo conquistou de forma antecipada seu bicampeonato e pergunto: será que em 2020, ao lembrar do bicampeonato do Internacional, do Flamengo, os dois do Verdão e o do Timão, ao lembrar-se dessas conquistas e vier à mente a do São Paulo iremos lembrar da mesma forma do time do Tricolor?

Tiro é claro, o artista da bola, que se diferencia do Rei Pelé por dois zeros. Um zero na camisa - um é camisa 1 e o outro camisa 10 - e o outro nos números de gols. Um fez mil e poucos e o outro quase cem, que é Rogério Ceni. Considero um artista da bola, não o melhor goleiro que vi jogar, acredite Leão era muito mais completo, mas Rogério nem se compararia a um goleiro e sim a um artista. Aliás, espero vê-lo jogar de centroavante ou meia. Seria um show!

Parabéns Tricolor!