"Um mais um é sempre mais que dois"

"Um mais um é sempre mais que dois"

Atualizado em 04/03/2009 às 20:03, por Thaís Naldoni.

A rotina corrida e estafante da vida de jornalista sempre me deu a impressão de que o colega ao lado não me via como um colega, mas como um concorrente. A visão mercadológica, a saturação do mercado de trabalho e várias "máximas" que ouvimos dia-a-dia nos faz profissionais - embora entrelaçados por uma rede em que um depende do outro - extremamente individualistas.

O trabalho jornalístico é complexo, difícil. Chegar às informações às vezes é tarefa dura. Precisa-se de trabalho, dedicação, sorte e network. Essa palavra é fundamental para o Jornalismo. Muitos dos furos emplacados em jornais, sites e canais de TV dependem das relações inter-pessoas de um repórter, que conhece uma rede de pessoas dispostas a ajudar em uma apuração: as fontes. Para os profissionais envolvidos com a comunicação corporativa, o relacionamento também é peça fundamental na construção da imagem de uma empresa. Enfim, em um mercado em que há necessidade extrema das relações inter-pessoais, os profissionais parecem cada vez mais individualistas.

Essa reflexão foi feita para que pudesse mostrar a vocês um trabalho que surgiu de forma despretensiosa e que hoje reúne mais de 500 associados, das mais diversas áreas de atuação, que trocam informações, debatem a profissão e compartilham experiências via internet. Acontecem, ainda, encontros periódicos entre seus membros, a maior parte da cidade do Rio de Janeiro (RJ), com a presença de profissionais renomados para conversar e discutir a profissão. Já participaram desses encontros Ancelmo Góis, André Trigueiro, Jorge Antônio Barros, Altamir Tojal, as relações-públicas Olinta Cardoso, Lalá Aranha e Mônica Medina, entre outros. A essa idéia foi dado o nome de "Clube da Comunicação".

Imaginem que esse Clube surgiu há 18 anos, nas reuniões promovidas pelo jornalista Paulo Granja que, na época, era diretor da regional Rio da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). Tratava-se de almoços-palestras ou encontros de bate-papo em finais de tarde, que reuniam jornalistas, relações públicas, publicitários e comunicadores, de maneira informal, para ampliar "seus contatos e horizontes" (palavras enviadas pela Terezinha Santos e Bette Romero).

Tanto tempo depois, as reuniões continuam com o mesmo formato e o Clube da Comunicação cresceu. Pela internet, através de um grupo de discussão, profissionais de todo o Brasil debatem, conversam, trocam informações. Conforme diz a direção, trata-se de um grupo informal, sem sede e sem cobranças, para que todos os interessados possam participar, pelo prazer de encontrar os amigos e trocar experiências.

Atualmente presidido pela jornalista Terezinha Santos, com o apoio dos também jornalistas Gilson Campos e Bette Romero (vice-presidente e diretora executiva, respectivamente), o Clube conta com um grupo de profissionais do Rio, São Paulo e Brasília, que atua na moderação das mensagens trocadas entre os participantes.

Aqui em São Paulo, sou eu, a jornalista que vos fala, a pessoa que auxilia a moderação das mensagens e se coloca como interlocutora do Clube. Resolvi falar a esse respeito na coluna, pois acredito que podemos fazer crescer a idéia também em São Paulo e deixá-la forte como já é no Rio. Para quem tiver interesse em integrar o Clube, me mande um e-mail (thaisnaldoni@portalimprensa.com.br). Afinal, como diz a música, .