UM LINK DE 20 ANOS

A revolução nos meios de comunicação iniciada com a chegada da internet há vinte anos impactou profundamente os processos de produção nas redações e a maneira de consumir conteúdo jornalístico.

Atualizado em 01/08/2015 às 12:08, por Redação Portal IMPRENSA.

comunicação iniciada com a chegada da internet há vinte anos impactou profundamente os processos de produção nas redações e a maneira de consumir conteúdo jornalístico. Para mostrar um pouco dessa transformação, IMPRENSA decidiu imprimir na capa de sua edição de agosto de 2015 um QR Code, a partir do qual o leitor pode acessar um conteúdo adicional, que não está nas páginas da revista.
Que o jornalismo é uma profissão dinâmica todo já mundo sabe, mas dificilmente alguém imaginaria em 1995 que um dia seria possível ler um jornal inteiro pelo celular ou que robôs ajudariam na produção de matérias e fotos. Essas novas tecnologias facilitaram a vida do jornalista na hora de apurar e escrever, mas também transformaram o perfil do profissional, que precisou desenvolver uma série de habilidades para atuar em diversas plataformas e linguagens.

Hoje em dia a produção de uma matéria utiliza uma série de recursos multimídia, como vídeos, fotos, animações e infográficos interativos. E essa mesma notícia vai ser veiculada em tempo real, em blogs e redes sociais.

Todas essas transformações permitiram uma interatividade maior com o leitor, que deixou de ser uma figura passiva e passou a fazer comentários, correções e até a dar informações complementares. Esse feedback imediato gerou repercussão muito maior, através do compartilhamento de notícias nas redes sociais.

A evolução tecnológica também mudou o cenário das empresas jornalísticas e fez surgir mídias com novos modelos de financiamento e distribuição de notícias. Oferecer conteúdo específico para dispositivos móveis e personalizado, com gosto e preferência de cada leitor, são metas atuais das empresas. Porém, assim como em 1995, os caminhos que o jornalismo vai seguir nos próximos anos ainda são imprevisíveis. Uma coisa é certa: a arte de apurar e contar histórias com precisão, qualidade e idoneidade das fontes não mudará.