Um iogue no rush

Um iogue no rush

Atualizado em 10/06/2008 às 19:06, por Rodrigo Manzano / Fotos: Pya Lima.

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Zeca Camargo celebra a melhor fase de sua vida profissional:
O "Fantástico" recupera o brilho e a audiência perdida nos últimos anos e, cotado para substituir definitivamente o jornalista Pedro Bial, Zeca fala sobre a atuação à frente do programa, sua carreira e suas memórias

A contar pela presença de São Jorge, Buda Gautama, Jesus Cristo, São Sebastião, Ganesh, do Divino Espírito Santo, das fitinhas coloridas de Nosso Senhor do Bonfim e do gato da sorte japonês na entrada da casa de Zeca Camargo, no Jardim Europa, em São Paulo, seu corpo está fechado para qualquer influência negativa que venha ameaçá-lo. É esse arsenal ecumênico que recebe os visitantes do apresentador do "Fantástico", e, ao que parece, é uma espécie de despacho globalizado. As duas caixas repletas de santíssimas recordações representa, de certa forma, um recorte da multifacetada mentalidade de José Carlos Camargo. Zeca Camargo é um tanto disso e um pouco de cada um dos pequenos objetos esparramados pelos cantos disponíveis da sala ampla. Ele seria capaz de falar durante horas sobre os objetos, a maioria excêntricas recordações de viagens igualmente excêntricas.

Não fosse arriscado, seria possível afirmar que as centenas de pequenos objetos compõem uma extensão de sua personalidade, mas a personalidade de Zeca Camargo é tão arisca quanto seu gato, Juca, um gordo e silencioso vira-latas que aparece somente no final da entrevista, a criar assunto na despedida e anunciar, discreto, que as duas horas de conversa eram suficientes para o que desejava IMPRENSA. Não houve restrição a nenhum, entre tantos assuntos, na longa conversa. Melhor dizendo, Zeca Camargo apenas se mostrou desconfortável ao ser indagado sobre um possível descolamento entre o posto que ocupa hoje na TV Globo e sua personalidade, forjada experiência após experiência nesses últimos 45 anos. Rápida e delicadamente, ele descredencia o repórter: "eu sou quem eu sou".

Leia a matéria completa na edição 235 de IMPRENSA