Um drama sem heróis
Um drama sem heróis
Atualizado em 10/07/2008 às 15:07, por
Tetê Duche e do Rio de Janeiro / Ilustração: andré gouvêa.
Por Como se fosse uma história em quadrinhos incompleta, a tortura dos jornalistas do jornal O Dia , que investigavam a atuação de milicianos na Favela do Batan, no Rio de Janeiro, motiva muitos questionamentos e permanece sem desfecho razoável
A notícia de que uma equipe de reportagem do jornal carioca O Dia havia sido seqüestrada, torturada por sete horas e meia e roubada por milicianos na Favela do Batan, Realengo, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, teve ampla repercussão na sociedade e caiu como uma bomba nas redações de todo o Brasil. Seis anos após a morte de Tim Lopes em condições semelhantes, jornalistas de todo o país levantaram questões que se repetem em casos como esse. Será que feeling e jogo de cintura para o furo de reportagem são suficientes para cobrir uma pauta investigativa em áreas de risco? Que investimentos os meios de comunicação oferecem para preparar seus profissionais? As redações admitem seu mea culpa na escolha dessas reportagens?
Torturados no dia 14 de maio, a direção do jornal carioca esperou duas semanas para tornar público o caso de violência contra seus profissionais. "No dia seguinte, relatamos a barbárie ao governo do Estado do Rio, enquanto a equipe composta por uma repórter, um fotógrafo e o motorista era conduzida para um local seguro, onde permanecerá até que as investigações policiais sejam concluídas", garante Alexandre Freeland, diretor de redação de O Dia , que revelou ainda que os três profissionais e seus familiares vêm tendo atendimento psicológico integral com profissional especializado e suas identidades serão preservadas por tempo indeterminado. Quanto à emboscada, Freeland assegura que a equipe de O Dia não ficou abandonada na Favela do Batan em hipótese alguma. "Conversávamos diariamente. Eles foram muito discretos e pouco comentavam com os vizinhos. Não havia na casa alugada computador, rádio, câmeras fotográficas, internet, nem carro de reportagem. Cheguei a falar com a repórter por celular minutos antes da emboscada. A investigação sobre a influência de milicianos em comunidades carentes estavam avançadas", afirma. Naquele momento, a equipe já havia descoberto que os milicianos estavam cadastrando os moradores na forma de um "censo" e o objetivo era que aquela comunidade descarregasse seus votos em um candidato indicado por eles nas próximas eleições. "É um escândalo completo, mas facilitou a abertura de uma CPI, coordenada pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ), contra a banda podre da polícia carioca", disse.
Leia matéria completa na edição 236 de Imprensa
A notícia de que uma equipe de reportagem do jornal carioca O Dia havia sido seqüestrada, torturada por sete horas e meia e roubada por milicianos na Favela do Batan, Realengo, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, teve ampla repercussão na sociedade e caiu como uma bomba nas redações de todo o Brasil. Seis anos após a morte de Tim Lopes em condições semelhantes, jornalistas de todo o país levantaram questões que se repetem em casos como esse. Será que feeling e jogo de cintura para o furo de reportagem são suficientes para cobrir uma pauta investigativa em áreas de risco? Que investimentos os meios de comunicação oferecem para preparar seus profissionais? As redações admitem seu mea culpa na escolha dessas reportagens?
Torturados no dia 14 de maio, a direção do jornal carioca esperou duas semanas para tornar público o caso de violência contra seus profissionais. "No dia seguinte, relatamos a barbárie ao governo do Estado do Rio, enquanto a equipe composta por uma repórter, um fotógrafo e o motorista era conduzida para um local seguro, onde permanecerá até que as investigações policiais sejam concluídas", garante Alexandre Freeland, diretor de redação de O Dia , que revelou ainda que os três profissionais e seus familiares vêm tendo atendimento psicológico integral com profissional especializado e suas identidades serão preservadas por tempo indeterminado. Quanto à emboscada, Freeland assegura que a equipe de O Dia não ficou abandonada na Favela do Batan em hipótese alguma. "Conversávamos diariamente. Eles foram muito discretos e pouco comentavam com os vizinhos. Não havia na casa alugada computador, rádio, câmeras fotográficas, internet, nem carro de reportagem. Cheguei a falar com a repórter por celular minutos antes da emboscada. A investigação sobre a influência de milicianos em comunidades carentes estavam avançadas", afirma. Naquele momento, a equipe já havia descoberto que os milicianos estavam cadastrando os moradores na forma de um "censo" e o objetivo era que aquela comunidade descarregasse seus votos em um candidato indicado por eles nas próximas eleições. "É um escândalo completo, mas facilitou a abertura de uma CPI, coordenada pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ), contra a banda podre da polícia carioca", disse.
Leia matéria completa na edição 236 de Imprensa






